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Posts Tagged ‘Jesus Cristo’

As mal-aventuranças

Este texto é de autoria de Éverton Vidal publicado no blog Lion of  Zion.

Gostei tanto que pedi pra copiar e colar pra cá:

Mal-aventurados os arrogantes, porque deles é o reino da injustiça.
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Mal-aventurados os que afligem, pois ficarão sem ter a quem afligir.
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Mal-aventurados os opressores, pois ficarão sem terra para suas ambições.
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Mal-aventurados os que têm fome e sede de injustiça, pois ficarão sem ter o que comer e beber.
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Mal-aventurados os que odeiam a misericórdia, pois ela reinará e eles não poderão fazer nada contra isso.
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Mal-aventurados os impuros de coração, pois permanecerão sem ver a Deus.
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Mal-aventurados os que lutam contra a paz, pois por serem diabos, não compreendem o significado de ser filho de Deus.
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Mal-aventurados os que gastaram suas vidas praticando injustiças, pois serão eternamente lembrados por isso.
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Mal-aventurados os atormentadores e perseguidores dos profetas e amantes do Reino do Amor, pois serão atormentados pela inutilidade de suas existências.
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Abraços.
Inté!

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9)

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A Cabana (William P. Young) *****

acabanaPublicado inicialmente nos Estados Unidos por uma editora pequena segundo dizem criada especialmente para publicar este livro. As editoras cristãs se recusaram a publicá-lo por considerá-lo um tanto herético. As editoras seculares se recusaram porque achavam que o livro falava demais de Jesus. O fato é que o livro se tornou um best-seller mundial.

O livro conta a história de Mackenzie Allen Philips, que tem sua filha raptada durante as férias da família. Numa cabana distante e abandonada são encontradas evidências de que a criança foi assassinada com crueldade. Quatro anos depois Mack recebe um bilhete estranho, supostamente de Deus, convidando para um fim-de-semana na mesma cabana.

Pra mim o livro foi um convite a humildade, apresentando Deus como nunca antes. Sei que posso confiar no amor de Deus, mas a verdade é que Ele é muito maior que a nossa mente possa alcançar, e talvez seja completamente diferente do que as nossas concepções religiosas.

Também não concordei com todas as ideias  no livro, mas devemos entender que é uma obra de ficção, o autor não teve a intenção de dizer que tudo o que afirma sobre Deus é verdade, apenas deixar muitas idéias no ar.

Fora que algumas cenas retratadas no livro são belíssimas, mal vejo a hora de ver uma bem provável versão cinematográfica. Recomendado.

Não tenho fé suficiente para ser ateu (Norman Geisler, Frank Turek) *****

naotenhofeUm dos melhores livros que já li.

Idéias com o objetivo de destruir a fé cristã sempre bombardeiam os alunos do ensino médio e das universidades. Este livro serve como um antídoto excepcionalmente bom para refutar tais premissas falsas.

Geisler e Turek fizeram um trabalho brilhante. Eles mostram como o cristianismo responde questões que o ateísmo e outras religiões não são capazes de responder usando raciocínio direto, lógico e conciso. De quebra eles ainda dão umas dicas de como refutar os críticos da fé. Um livro que vale muito a pena.


Maravilhosa Graça (Philip Yancey) *****

maragraca

Neste livro, o premiado escritor Philip Yancey examina detalhadamente a graça divina. Se a graça é o amor de Deus para os que não a merecem, ele pergunta, então que aparência ela tem em ação?

Yancey coloca a graça no meio de imagens cotidianas complexas, compara o seu caráter com a horrenda “falta de graça”. A graça pode sobreviver no meio de tais atrocidades como o holocausto nazista? Ela pode triunfar sobre a brutalidade da Ku Klux Klan?

Yancey tenta fugir de explicações muito aprofundadas na filosofia, até porque a graça não é tão fácil assim de se definir com palavras, ao invés disso mostra o que é a graça, e também o que ela não é. A graça superabunda onde abunda o pecado (Romanos 5:20), mas de maneira alguma a graça é motivação para insistirmos no erro, é justamente o contrário.

A graça é um conceito tão elevado que não existe nada similar em nenhuma religião, é ela que define o tipo de pessoas que somos, e o Deus a quem servimos. Ninguém pode acusar os cristãos de ter copiado isso de outra religião, a graça é tão excelente que só pode ter nascido da mente de Deus. Esse Deus que amamos e que somos por Ele tão amados, tão incondicionalmente.

“Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou  sobre muitos.” (Romanos 5:15)

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Aproveitando para mais uma republicação. Sobre José Luis de Jesus Miranda, fundador da seita Creciendo en Gracia, o homem que alega ser Deus Homem.

Escrevi este texto em setembro de 2005, ele circulou em vários pontos da Internet, inclusive em blogs da própria seita Creciendo en Gracia. No final do texto faço umas observações e atualizações:

O porto-riquenho José Luis de Jesus Miranda parece um simples evangelista, mais um como tantos ao redor do mundo. É essa a impressão pra algum desavisado que acesse o site da igreja do Apóstolo José Luis, o ministério Creciendo En Gracia sem se deter muito ao que está escrito. Parece só mais um pastor, só mais uma igreja.

Mas só parece. Acontece que José Luis de Jesus Miranda alega ser Deus. Não, não é metáfora não, é isso mesmo, ele diz ser o Todo-poderoso em forma humana, que veio salvar os seus predestinados deste mundo. Seitas não são coisa incomum na história, mas geralmente seus fundadores se consideram “enviados de Deus”, não é esse o caso, José Luis diz que é Deus mesmo.

Vai além até do que o folclórico Inri Cristo. Inri diz ser a reencarnação de Jesus, mas segundo Inri, Jesus (e conseqüentemente ele mesmo) não é e nunca foi Deus, Inri não acredita na Trindade. Já o apóstolo afirma: é Deus-Pai, Iahweh, o Senhor dos Exércitos do Antigo Testamento. E que é Jesus também, José Luis também não crê na Trindade, diz que Deus é um só, então ele é o Pai, o Filho e o Espírito Santo… em carne e osso.  (*)

Piada? Loucura? Brincadeira de mau gosto? Bom, pra seus seguidores que já se espalharam por 24 países (inclusive o Brasil), tudo isto é muito sério. É só visitar as comunidades do ministério que existem no Orkut.

Uma membra conta numa das comunidades da emoção de quando viu “Deus” face a face “NOSSA SEM PALAVRAS PRA AKELA NOITE!!!!FOI INESQUECIVEL !!!!!GENTE DEUS BEIJA NA BOCA …EU VI, NOSSA EMOCIONANTE!!!!”. (Nota: devo dizer que também não entendi essa de “Deus” beijar na boca, e não sei porque prefiro continuar não entendendo). Outro comenta: “Foi a realização de um sonho, poder cantar para Deus mesmo, uma idéia que tinhamos que no céu os anjos cantavam e tocavam diante de Deus e de-repente estava eu alí cantando nos céus diante de Deus…. Estar diante de Deus é do caralho o bagulho é foda.”

Além de crer que seu líder espiritual é o próprio Deus encarnado, a seita prega entre outras coisas, que o pecado não existe mais, que todos os apóstolos de Cristo, com exceção de Paulo, são pregadores do falso “Evangelho da Circuncisão”, acusando especialmente a Pedro. Têm como verdade os escritos do Apóstolo Paulo, o resto segundo eles é “coisa pra judeu”. Estas “coisas pra judeu” incluem a maior parte do Novo Testamento.

Os fiéis acreditam também que todas as religiões (especialmente as cristãs) formam um “sistema religioso mentiroso e hipócrita”. Afinal, todas as religiões cristãs pregam que existe o pecado (e segundo eles, não existe pecado), e são adeptas do tal do “evangelho da circuncisão” . O único motivo deles não dizerem que todas as outras religiões são do diabo é porque, pra eles, Satanás não existe mais. O Diabo teria morrido quando Jesus morreu na cruz.

Outra coisa que chama atenção nos seguidores é que são de fato muito fanáticos, entram em fóruns evangélicos e católicos para pregar a doutrina, e odeiam ver a doutrina ser difamada ou discutida por outros. Nas comunidades do ministério no Orkut chegam a expulsar quem pergunta demais e apagar as perguntas que não agradam.

Eu sei que é feio desrespeitar a fé dos outros, mas confesso que é extremamente difícil levar tamanha quantidade de baboseira a sério. Quando esteve em São Paulo, “Deus” declarou que não conhecia a cidade, não falou uma palavra em português, e contava com a escolta de seguranças, um tanto estranho pra quem é onisciente e onipotente.

Pra quem quer saber mais: http://www.cacp.org.br/cresciendo.htm

Rogério – Setembro de 2005.

Observações:
(*) Na verdade a Creciendo en Gracia crê na Trindade, mas  de um modo modalista, ou seja, que  o Pai, o Filho, e o Espírito Santo atuam mas um de cada vez, não de forma contínua.

A partir de 2006, José Luis, auto-intitulado como Jesus Homem, resolveu declarar guerra de vez ao que ele chama de “Jesus de Nazaré”, ou a maneira como as pessoas crêem em Jesus normalmente, e passou a assumir o símbolo 666 ou SSS, sendo que muitos membros da seita passaram a fazer tatuagens assim. Segundo  ele, ele é o anti-cristo no sentido de ser contra o “Jesus de Nazaré”.

“Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o principal.” (Apóstolo Paulo, em I Timóteo 1:15)

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Por muitas vezes tenho ouvido que Jesus Cristo era essênio. Os essênios eram uma seita judaica que viveu na época de Cristo, viviam isolados nas montanhas, não se envolviam na vida do povo comum. Provavelmente por isso nem são citados nos evangelhos.

Devido a algumas coincidências e ensinamentos em comum muita gente insiste em dizer que Jesus era um adepto desta facção. Para investigar isso fiz uma breve pesquisa que mostro abaixo. Por ela concluo que os ensinamentos, o modo de vida, e todo o ministério de Jesus era muito diferente do que ensinavam os essênios e portanto, muito provavelmente, Jesus não era essênio.

Porque Jesus não era essênio:

1. Os essênios eram monásticos, ascéticos e puritanos. Jesus comia carne, provavelmente bebia vinho (ou não era contrário que se bebesse), e se associava a prostitutas, publicanos e pecadores em geral.

2. Os essênios eram abertos apenas a homens adultos. Jesus aceitava em seu ministério também mulheres e crianças.

3. Os essênios rejeitavam todas as outras formas de judaísmo e não adoravam em templos ou sinagogas. Jesus ensinou seus discípulos que eles podiam ouvir os ensinamentos dos fariseus desde que não fossem hipócritas como eles, e freqüentemente ministrava e adorava no templo e nas sinagogas.

4. Os essênios eram tão aplicados na observância de costumes que se recusavam até a usar o banheiro aos sábados. Jesus Cristo se opunha a esse tipo de costume, chamando inclusive a atenção dos fariseus, curou no sábado, permitia que os discípulos colhessem grãos pra comer nos sábados.

5. Os essênios viviam reclusos enquanto Jesus andava por toda a parte e falava com todas as pessoas. Os essênios só eram aceitos após um árduo e longo processo de iniciação em que precisavam demonstrar piedade. Jesus aceitava qualquer pessoa que quisesse seguí-Lo e os chamava de discípulos.

6. Os essênios rejeitavam ser ungidos com óleo, Jesus permitiu que Maria Madalena o fizesse.

7. Os essênios baseavam a sua vida em viver pela moral, ética e a lei. Jesus enfatizava o viver pela fé.

8. Os essênios se organizavam numa hierarquia rígida. Jesus Cristo ensinou que o maior deve servir o menor, que os primeiros seriam últimos, que os últimos seriam primeiros.

9. Os essênios tinham um conceito muito elevado sobre si mesmos. Acreditavam que eram os únicos certos e que qualquer outro eram apóstatas e hereges. Jesus sempre primou pela mansidão e humildade a ponto de apesar de ser, não se considerou ser igual a Deus.

10. Tal qual os fariseus, os essênios desprezavam as pessoas comuns justamente por não considerá-las suficientemente piedosas e justas. E era justamente estas pessoas o alvo dos três anos de ministério de Cristo.

Concluindo:

Se Jesus fosse essênio  com certeza seria expulso da ordem logo no primeiro milagre quando, participando de uma festa com gente “impura”, transformou água em vinho.

Creio que os pontos de conflito entre Jesus e os essênios pesam muito mais que os que supostamente coincidem, porque os que coincidem podem ser coincidência ou no melhor dos casos influência, os que contrastam demonstram o que Jesus realmente ensinava e fazia, se eram incompatíveis então não dá pra dizer que são a mesma coisa.

Fontes:

http://healtheland.wordpress.com/2007/09/01/jesus-christ-was-not-an-essene/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Essênios

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. ” (João 17:15)

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Homenagem, um pouco atrasada, aos 491 anos da Reforma Protestante.

Infelizmente não conheço o autor da charge.

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O caso Eloá é o novo caso Isabela, que já foi o caso João Hélio, que já foi o caso Liana. O horror maior é esse, a gente já começa até a contar o tempo a partir dos crimes absurdos. É como se os casos entrassem e saíssem de moda.

Muita coisa chamou a atenção nos intensos debates promovidos neste caso. Tudo aconteceu como uma suposta história de amor, suposto porque em nada aquilo lembra de verdade amor.

Há alguns anos o Legião Urbana gravou Monte Castelo que mesclava o texto de Paulo no texto bíblico em 1 Coríntios 13 com o Soneto 11 de Luís de Camões.

“O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece.” ou no texto Bíblico da Versão Almeida “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece” (1 Co. 13:4)

A música não cita o verso 5 de Paulo: “[O amor] não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal”. O “amor” de Lindenberg foi mal, invejoso, se portava mal, buscava os próprios interesses e só suspeitava mal. Não era amor, aquilo era desejo de posse.

Lição de amor quem deu foi a menina Nayara que quase perdeu a vida em favor da amiga. Lição de amor também deu a família de Eloá que no meio de mil outras dificuldades resolveu doar todos os órgãos da menina o que salvou outras sete vidas.

E falando ainda de amor, foi outra demonstração dele que chamou muito a atenção: o fato da mãe de Eloá ter perdoado o próprio assassino da filha. Muita gente ficou admirada, mas muita gente também questionou essa atitude perguntando como isso poderia ser possível. Como amar alguém que não tem amor e que levou pra sempre alguém que tanto amava?

Isso porque muita gente vê  amor como só um sentimento, e assim amar o assassino da própria filha só pode ser algo impossível, mas isso até que a gente aprende o que é de verdade o amor.

Reconheço que é mais fácil falar do que fazer. Reconheço que talvez não estivesse escrevendo isso se o caso acontecesse com alguém da minha família. É muito fácil também dizer que acha lindo I Coríntios 13, o Soneto 11, a música Monte Castelo. Muita gente até diz que vai as lágrimas quando se fala deste perfeito amor. O amor descrito na Bíblia não é puramente sentimento, é ação.

Quando se fala em amor hoje em dia não raro é com outro significado, não tem relação com o amor que Jesus nos disse que devemos ter nos evangelhos, um amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta” (1Co 13:7) não pode depender só de sentimento. O sentimento sozinho não se sustenta, não é amor de verdade.

A mãe de Eloá, evangélica, conhecedora da Bíblia (e provavelmente do texto de 1 Co. 13), da importância do perdão já que Deus nos perdoou primeiro (Ef. 4:32), deve ter sentido intimamente que não havia outra saída, ou guardava um rancor eterno que não mudaria nada as coisas e só faria mal a si mesma e aos demais ou seguia o exemplo de Cristo, com o perfeito amor de Deus, e perdoava.

Contudo, com toda razão, não deixou de pedir por justiça. Como todos nós.

“O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá.” (1 Coríntios 13:8)

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A história a seguir ouvi de uma outra pessoa que por sua vez ouviu de outra pessoa. Como não posso garantir com certeza o quanto da história é real e como se diz que “todo mundo aumenta o ponto”, já adimito de saída: dei uma “aumentadinha”. Mas cabe a cada um julgar por si o quanto a história parece real, e qual seria a própria reação.

Aconteceu numa dessas cidades medianas do interior de São Paulo. A igreja no culto de domingo a noite foi avisada, na próxima semana uns alunos da faculdade teológica iam aparecer por lá para fazer um teste de conhecimentos bíblicos com os membros. Nada muito sério, diziam, seria mais como uma brincadeira instrutiva.

Mesmo assim os membros da igreja resolveram levar a sério. Durante aquela semana se aplicaram na leitura da Bíblia Sagrada, decoravam conceitos, versículos, chegavam a comparar as versões consultando várias bíblias de estudo. Não queriam fazer feio frente aos “aprendizes de teólogos”.

Acontece que o teste que os alunos preparavam não era bem aquilo que os membros imaginavam. Não era um quiz, era algo mais prático.

Já no domingo, na hora do culto um dos alunos se vestiu de mendigo, todo sujo e com uma garrafa cheia da mais pura água ele ficou na entrada da igreja, meio que recepcionando as pessoas que entravam falando bobagens como se estivesse bastante embriagado.

Outra aluna carregou na maquiagem, vestiu uma roupa que chamava atenção, sem esquecer da bolsa para melhor caracterização, não era muito mas foi suficiente para se passar por mulher de vida fácil. Infiltrou-se na igreja atraindo olhares suspeitos.

Uma outra aluna baixinha e aparentando pouca idade se vestiu com roupas simples, se passou fácil como uma menina de rua. Entrou na igreja e ia de um lado pro outro pedindo algum dinheiro, “tio, me dá um real?!”

O culto começou e seguiu a ponto de até se esquecer dos tais alunos e do teste bíblico. Mas o teste estava sim em curso. O falso mendigo tentou entrar na igreja, foi conduzido de forma pouco gentil até o meio da rua “olha aqui é a casa de Deus, um lugar sério, aqui não é lugar para bêbados como você”. Alguém disse isso enquanto empurrava o sujeito pra bem longe, não esquecendo de dizer que era melhor ele não voltar para incomodar.

A falsa prostituta não foi expulsa, mas tambémninguém trocou qualquer palavra com ela. Os homens passavam longe, os casados para não arrumar confusão com as esposas, os solteiros pra não “queimar o filme”. As mulheres por sua vez mantiveram distância, alternavam indiferença a olhares de reprovação.

Já a falsa “menor abandonada” não podia passar despercebida. Falava alto, ia pra um lado pra outro pedindo dinheiro. As pessoas davam sinais que ela incomodava, alguns ainda tiravam umas moedas esperando que ela sentasse e se calasse, o que não acontecia.

Mas foi na hora da oferta que a coisa quase ficou feia. O alforje passava de mão em mão até chegou a falsa menor, no auge da representação acabou apelando, meteu a mão dentro da sacola, retirou a única nota de dez reais que tinha lá dentro e pôs no bolso.

“Hei, devolve, isso não é seu!”, alguém gritou.
“Devolvo nada, dinheiro de Deus é pra muita coisa inclusive cuidar dos pobres. Tô aqui a uma hora, vocês são muito muquiranas não me deram quase nada, tô morrendo de fome também…”

A confusão que se seguiu foi tão grande que os presentes que sabiam do teste resolveram intervir e explicar do que se tratava.

Resolvida a confusão uns se sentiram enganados e ficaram irritados, diziam que aquilo era uma brincadeira de mau gosto, que não era correto. Mas muitos entenderam o teste e tiraram uma lição daquela história toda.

Mesmo depois de uma semana estudando a Bíblia com afinco a igreja foi um fracasso no teste da vida real. Não que o estudo da Bíblia seja algo secundário, mas de nada adianta ter todo o conhecimento se na prática o mesmo não for aplicado.

Os crentes oram para que Deus envie pessoas para as igrejas, mas imaginam que Deus traria pessoas de boa reputação, bonitas, perfumadas e sem problemas, não imaginam que provavelmente interesse a Deus traga pessoas que são justamente o contrário.

E aí? Essa história parece real pra você? Qual seria sua reação? Só sei que eu pessoalmente já vi situações parecidas por aí, e que o tal teste realmente aconteceu com esse desfecho. Eu aumento mas não invento… não muito pelo menos. hehehe…

“Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos.” (Mateus 9:12)

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