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Posts Tagged ‘C.S. lewis’

Continuando… compartilhando minhas leituras.

O Fator Melquisedeque (Don Richardson) ****
Livro cristão. Nele o autor demonstra que na maior parte das culturas (talvez todas) há a crença da existência de um Deus único, que enviaria um messias, mesmo quando este Deus não é diretamente cultuado.

Isto é mostrado em 26 histórias de culturas de várias épocas ao redor do mundo.

O nome do livro se refere a Melquisedeque, sacerdote mencionado no Antigo Testamento que abençoa a Abraão. Acontece que se nem o judaísmo, nem o cristianismo existia nos tempos de Abraão, Melquisedeque era sacerdote de quê Deus? Isso comprovaria que a crença em um Deus único é mais antiga que o próprio judaísmo.

Segundo o autor toda cultura do mundo tem seu fator Melquisedeque (que aceita Deus) ou fator Gomorra (que não reconhece Deus), umas pendendo mais para um lado do que para outro.

O livro é interessante, acho fundamental principalmente para as pessoas que julgam ter um chamado missionário, e para os cristãos em geral. É importante para mostrar que as culturas pagãs não são más em si, fazer com que os cristãos sejam mais tolerantes ao que é diferente, entre outras coisas.

Cartas de um diabo a seu aprendiz (C.S. Lewis) ****


Obra que C.S. Lewis (autor de As Crônicas de Nárnia) dedicou a J.R.R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis).

Fitatuso, um experiente demônio envia cartas a seu sobrinho Vermebile, este último um jovem demônio com a missão de tentar um rapaz.

As cartas incluem instruções para que o jovem demônio tentador possa manter seu “paciente” o mais distante possível do “Inimigo” (no caso, Deus), convencendo o “paciente” agir na maior parte das vezes a agir de forma errada sem se dar conta disso ou mesmo pensando sempre estar certo.

O texto é ao mesmo tempo sarcástico e sombrio. Lewis confessou mais que não fez a continuação do livro porque para era perturbador para ele simular o que pensa um demônio.

Nesta edição da foto há um “extra”. Um discurso que Fitatuso faz para os demônios-formandos na Faculdade de Treinamento de Tentadores. Foi uma forma de Lewis dar uma continuação para o livro.

A arte de ter razão (Arthur Schopenhauer) ****


Obra póstuma do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Neste tratado há 38 estratagemas que são recorrentes em debates. Alguns são classificados pelo próprio Schopenhauer como válidos, especialmente para se defender de quem os usa, outros o próprio autor considera desprezíveis.

Eu que vivo em discussões na Internet há alguns anos reconheci alguns que já foram usados contra mim, e muitos que eu próprio acabei aprendendo e usando intuitivamente. O livro é bom porque mostra como atacar as posições do adversário e como defender as suas. Também é válido o conselho de que nem toda discussão vale a pena, com alguns tipos de pessoas (na verdade com a maioria delas) é melhor simplesmente não discutir.

Filosofia não é meu assunto predileto, a leitura do livro foi meio chata em alguns momentos, mas especialmente a parte dos estratagemas achei bem interessante. Até pensei num post futuro mostrando como as pessoas usam, geralmente de forma intuitiva, em discussões na Internet.

“E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.” (1 João 5:14,15)

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Resolvi compartilhar por aqui os livros que eu venho lendo de uns anos pra cá. Aqui vai alguns, mas continua.

Espero que gostem e me passem dicas de livros legais que vocês andam lendo também.

A volta ao mundo em 80 dias (Julio Verne) ****

Bom, considerado um clássico das histórias de aventura.

Fileas Fogg, milionário inglês excêntrico se mete em uma aposta em que o objetivo é dar a volta ao mundo em 80 dias, junto com seu companheiro Fura-vidas(na verdade o mordomo que vai na marra). Como na época não existia avião, Fileas se vira como pode, viaja de trem, carruagem, navio, e até de elefante.

O final é bacana, pode até surpreender.

Gostei do livro, muito bom.

Vinte mil léguas submarinas (Julio Verne) ***
No século XIX um navio é enviado para caçar uma estranha criatura que tem deixado o mundo inteiro perplexo. Após um embate e o naufrágio do navio, três membros da tripulação acabam conhecendo a “criatura” intimamente, o Náutilo, submarino do misterioso Capitão Nemo.

Professor Aronnax, seu mordomo Conselho e o caçador de baleias Ned Land passam então a viver como prisioneiros de luxo do capitão e têm a oportunidade de viver aventuras submarinas que jamais poderiam imaginar.

Este é o maior clássico de Julio Verne, a história é ótima, mas… não gostei tanto. Pra mim faltou um pouco mais de ação, e como só há marmanjos no submarino, romance nem pensar. Recomendo, mas com essas ressalvas.

Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley) *****
O que impressiona neste livro é que ele foi escrito em 1931, mas permanece surpreendentemente atual mesmo depois de tantas décadas.

No futuro, em nome do total equilíbrio social, a humanidade resolve abolir a família, a liberdade, a individualidade, o medo da morte e até mesmo Deus e o amor.

Todas as pessoas nascem de provetas, sem pais nem mães(que aliás viraram termos pejorativos), surgem verdadeiras linhas de montagem onde pessoas são criadas e condicionadas desde a fecundação a pertencerem a castas.

Muitos nascem para trabalhar duro a vida inteira, poucos nascem para ser líderes. As pessoas são condicionadas desde bebês a serem submissos às castas as quais pertencem, crianças são estimuladas sexualmente desde muito cedo, o sexo livre e o uso de drogas não só são liberados como vistos como o bom costume a ser seguido. Não há quem seja de verdade feliz, mas “quase” ninguém é triste.

E é de exemplos de “quase” que o livro trata. Desde Bernard Marx um alfa (a mais alta casta do mundo) que sofre preconceito e não consegue se enquadrar e termina com o amor impossível de John (um “selvagem”, com costumes completamente diferentes) por Lenina, uma bela enfermeira que nem imagina o que sente John, mas só fazer sexo com todos os homens que ela puder (como aliás, toda boa moça da sua época faz).

O livro é excelente. O “Admirável Mundo Novo” é perturbador, ainda mais quando percebemos que desde a época em que foi escrito até os dias de hoje realmente caminhamos para que este futuro se torne real.

No último Usina 21 (um evento evangélico onde é debatido assuntos referentes a sociedade) um rapaz na oficina que participei definiu este livro como “profético”. Fui obrigado a concordar com ele. Estamos abolindo a família e Deus de nossa sociedade, colocando a ciência acima de tudo e a maioria tem achado isso simplesmente ótimo. Perdemos a liberdade, a individualidade e estamos nos sentindo cada vez menos amados. E tudo isso já tinha sido previsto por Huxley.

Comprei este livro numa promoção junto com 1984 de George Orwell, outro incrível livro sobre o futuro que também é surpreendente. Os dois livros guardam semelhanças e diferenças, mas falo disso em outra oportunidade.

Recomendadíssimo!

Cristianismo Puro e Simples (C. S. Lewis) *****
Durante a Segunda Guerra Mundial a BBC convidou C. S. Lewis para uma série de programas em que o assunto era o cristianismo. Anos depois, os textos escritos foram compilados e se transformaram neste livro.

Nele Lewis explica de forma surpreendentemente clara o que é de fato, o cristianismo. É interessante ver que Lewis evita se meter em polêmicas dentro das denominações cristãs, se mantém no máximo possível dentro das crenças comuns e mostra que apesar de muitas diferenças, afinal, os cristãos têm mais em comum do que imaginam.

Também é interessante como Lewis lida com assuntos polêmicos como a abstinência sexual dos cristãos, a questão do divórcio, a Trindade e o problema do inferno e do mal.

O livro é altamente recomendável para todos saberem quem foi realmente Jesus, o que Ele realmente veio fazer aqui na Terra, e como, porque e do quê Ele veio nos salvar. Enfim, explicar o que é cristianismo, pra quem não é cristão… e, claro, também para quem é, afinal de contas o que mais tem por aí é cristão que nem sabe direito no que crê.

“Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18)

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