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Essa é uma espécie de resposta ao que foi discutido aqui: Jesus é uma farsa – Juca Kfouri, onde se propõe a total proibição de manifestações religiosas dentro do campo de jogo (embora as que mais incomodem tanto o articulista quanto os autores dos comentários são as manifestações fora do campo).

Como eu reagiria?

Bom, falando só por mim, você pode não acreditar, mas consideraria normal. Já vejo como normal todas as manifestações ateístas que circulam a na Internet, boa parte delas já bastante ofensivas. Seja cristão e abra um blog pra você ver.

Eu sinceramente respeitaria a opinião do atleta, embora para mim a mensagem seja de tremendo mal gosto.

Mas e se algum jogador mostrasse uma camisa como “Só Alá é Deus” ou “Só Shiva salva”? Aí então é que eu veria de maneira mais natural ainda.

É o atleta que se esforça a semana inteira nos treinamentos, que passa os dias preocupado com a função tática que vai desempenhar na partida. E são através dos esforços do atleta é que acontecem os gols e as vitórias. Não é natural que o atleta tenha o direito de comemorar como bem lhe parecer? E atribuir o seu bom resultado ao deus que ele quiser (incluindo deus nenhum, se for o caso)?

Durante a Copa das Confederações os jogadores do Egito reverenciaram a Alá. Desde sempre sem que qualquer pessoa se diga ofendida jogadores católicos fazem o sinal da cruz. Essas manifestações não pertencem a minha tradição religiosa, mas a mim não ofendem, vejo essas manifestações até com certa beleza, afinal manifestações de fé são em geral muito belas.

E mesmo que eu não gostasse, que direito eu tenho de dizer ao atleta que tanto se esforçou que ele não pode comemorar a seu modo? (Aliás, eu também acho ridícula a resolução da FIFA que proíbe que jogadores não gire a camisa no alto e pulem no alambrado).

Digo então aqui com todas as letras: Jesus é meu Deus. Pronto. Se essa minha declaração pública de fé te ofendeu peço desde já desculpas, não foi a intenção. Eu não estou bradando contra o deus de ninguém e nem caçoando de quem não tem deus nenhum, estou tão somente exaltando o meu Deus.

Entendo que você talvez o leitor possa não ter gostado dessa declaração, talvez você ache de mau gosto eu também terminar cada post do blog com um versículo da Bíblia, mesmo quando o assunto não tem nenhuma relação com religião. Respeito que não concorde comigo, mas ninguém pode chegar aqui e dizer que não posso dedicar este blog a meu Deus. Goste ou não tenho todo direito de me expressar como eu quero e vou usá-lo plenamente enquanto isso me for permitido. Gosto de ter essa liberdade, por isso mesmo não me calo quando vejo que querem tirar essa liberdade de outros.

Bom, eu falei por mim. Voltando ao título do tópico retorno com outra pergunta, por que um ateu vestiria uma camisa assim? É clara a intenção ofensiva. Isso só poderia ser comparado a alguém mostrar uma camisa que diga que Alá é uma farsa, ou que só a Igreja Católica salva. Graças a Deus (ops…, perdão quem não gosta que citem Deus) isso no Brasil é bastante incomum. Puxem pela memória algum exemplo de ofensa religiosa direta no futebol.  Eu mesmo não lembro.

Termino o meu post dizendo que admiro o jornalista Juca Kfouri mas que lamentavelmente na minha opinião dessa vez ele chutou a bola pra fora do estádio.

P.S.:  Esses dias mais uma dessas pessoas que querem proibir que as pessoas expressem sua fé livremente em campo me apareceu com mais um argumento furado: essas camisas tiram a atenção do patrocinador.

Ora bolas, isso é um problema a ser resolvido entre o atleta, clube que joga e patrocinador. Se você não é nenhuma das partes não tem nada com isso, a FIFA não tem nada com isso. Se o patrocinador se sentir prejudicado deve reclamar com o clube que por sua vez chamará atenção do atleta, é assim que se resolve.

Enfim,  só mais uma desculpa esfarrapada. (acréscimo feito em 15/09/2009).

“E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. (Tiago 1:22)

Podcasts

podcast_logoPodcast é um formato digital de programas (parecido com os de rádio) que é veículado pela Internet. Veja uma explicação mais detalhada na Wikipédia clicando aqui.

Uma das minhas maiores distrações nos últimos tempos é ouvir podcasts, ouço pelo menos um por dia. Há podcasts sobre vários assuntos os meus preferidos são sobre cultura, religiosidade e tecnologia.

A lista abaixo não é definitiva, é só uma relação que fiz dos podcasts que ouço e recomendo, na guia do blog aí do lado há a seção “Podcasts que ouço” onde aparecem os últimos programas de todos os podcasts que vou mostrar. Você também pode assinar todos esses podcasts que ouço através deste feed no Yahoo! Pipes.

Convido vocês a ouvirem e se divertirem.

Podcasts de arte e cultura

Nerdcast – Assuntos de interesse nerd, cinema, televisão, literatura. Considerado por muitos o melhor podcast em português.

Rapaduracast – Sobre cinema.

Dimensão Nerd – Notícias da semana sobre televisão, cinema, HQs e games.

Fala Séries – Sobre seriados de TV.

QG Net – Sobre arte, cultura, televisão e cinema.

Monacast* – Sobre arte, cultura, televisão, cinema, apresentado majoritariamente por mulheres.

Escriba Café – sobre história.

Podcasts de religiosidade e espiritualidade

Irmãos.com – Sobre arte e cultura cristã evangélica.

Aprendiz de Teólogo* – Sobre teologia cristã mas na forma de um bate-papo entre amigos.

Solomon.1 – Bate-papo sobre cristianismo e cultura.

Dotcast – Sobre arte e cultura cristã.

Podcast JV na Estrada – Podcast do Ministério JV na Estrada.

Renovatio Café – Cultura geral, do ponto de vista dos evangélicos.

Podcast P242 – Podcast do Projeto 242.

Podcasts de Tecnologia

Semana Tech – Podcast semanal com os editores da Revista Info.

Papo Tech – Bate-papo informal sobre tecnologia.

Se você quiser mais sugestões de podcasts, não deixe de consultar.

Podpods, PodC, Teia Cast e Prêmio Podcast.

Peço também que usem os comentários abaixo quem tiver mais recomendações de podcasts. Valeu!

“Deixai crescer ambos juntos até a ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; o trigo, porém, recolhei-o no meu celeiro.” (Mateus 13:30)

Monacast e Aprendiz de Teólogo foram descontinuados no fim de agosto.

Post atualizado em 17/09/2009 – 18h05

Enfim… o clichê.

Blogueiro se lamentando que não consegue atualizar o seu blog. Não tenho nenhuma desculpa pra dar, é preguiça mesmo. hehehe…

Mas em breve volto a escrever por aqui.

Enquanto isso caros leitores, sempre deem uma olhada nas barras laterais do blog, essas são atualizadas o tempo todo já que a maioria são automáticas e não dependem de mim.

Além das minhas atualizações no Twitter têm as atualizações dos blogs dos meus amigos, dos blogs que eu mais gosto, dos podcasts que acompanho, e notícias atualizadas da Folha Online, tecnologia e da área elétrica.

Abração! Deus os abençoe.

“Ao único Deus sábio seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém. ” (Romanos 16:27)

As mal-aventuranças

Este texto é de autoria de Éverton Vidal publicado no blog Lion of  Zion.

Gostei tanto que pedi pra copiar e colar pra cá:

Mal-aventurados os arrogantes, porque deles é o reino da injustiça.
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Mal-aventurados os que afligem, pois ficarão sem ter a quem afligir.
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Mal-aventurados os opressores, pois ficarão sem terra para suas ambições.
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Mal-aventurados os que têm fome e sede de injustiça, pois ficarão sem ter o que comer e beber.
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Mal-aventurados os que odeiam a misericórdia, pois ela reinará e eles não poderão fazer nada contra isso.
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Mal-aventurados os impuros de coração, pois permanecerão sem ver a Deus.
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Mal-aventurados os que lutam contra a paz, pois por serem diabos, não compreendem o significado de ser filho de Deus.
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Mal-aventurados os que gastaram suas vidas praticando injustiças, pois serão eternamente lembrados por isso.
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Mal-aventurados os atormentadores e perseguidores dos profetas e amantes do Reino do Amor, pois serão atormentados pela inutilidade de suas existências.
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Abraços.
Inté!

“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9)

O que venho lendo – Parte 3

A Cabana (William P. Young) *****

acabanaPublicado inicialmente nos Estados Unidos por uma editora pequena segundo dizem criada especialmente para publicar este livro. As editoras cristãs se recusaram a publicá-lo por considerá-lo um tanto herético. As editoras seculares se recusaram porque achavam que o livro falava demais de Jesus. O fato é que o livro se tornou um best-seller mundial.

O livro conta a história de Mackenzie Allen Philips, que tem sua filha raptada durante as férias da família. Numa cabana distante e abandonada são encontradas evidências de que a criança foi assassinada com crueldade. Quatro anos depois Mack recebe um bilhete estranho, supostamente de Deus, convidando para um fim-de-semana na mesma cabana.

Pra mim o livro foi um convite a humildade, apresentando Deus como nunca antes. Sei que posso confiar no amor de Deus, mas a verdade é que Ele é muito maior que a nossa mente possa alcançar, e talvez seja completamente diferente do que as nossas concepções religiosas.

Também não concordei com todas as ideias  no livro, mas devemos entender que é uma obra de ficção, o autor não teve a intenção de dizer que tudo o que afirma sobre Deus é verdade, apenas deixar muitas idéias no ar.

Fora que algumas cenas retratadas no livro são belíssimas, mal vejo a hora de ver uma bem provável versão cinematográfica. Recomendado.

Não tenho fé suficiente para ser ateu (Norman Geisler, Frank Turek) *****

naotenhofeUm dos melhores livros que já li.

Idéias com o objetivo de destruir a fé cristã sempre bombardeiam os alunos do ensino médio e das universidades. Este livro serve como um antídoto excepcionalmente bom para refutar tais premissas falsas.

Geisler e Turek fizeram um trabalho brilhante. Eles mostram como o cristianismo responde questões que o ateísmo e outras religiões não são capazes de responder usando raciocínio direto, lógico e conciso. De quebra eles ainda dão umas dicas de como refutar os críticos da fé. Um livro que vale muito a pena.


Maravilhosa Graça (Philip Yancey) *****

maragraca

Neste livro, o premiado escritor Philip Yancey examina detalhadamente a graça divina. Se a graça é o amor de Deus para os que não a merecem, ele pergunta, então que aparência ela tem em ação?

Yancey coloca a graça no meio de imagens cotidianas complexas, compara o seu caráter com a horrenda “falta de graça”. A graça pode sobreviver no meio de tais atrocidades como o holocausto nazista? Ela pode triunfar sobre a brutalidade da Ku Klux Klan?

Yancey tenta fugir de explicações muito aprofundadas na filosofia, até porque a graça não é tão fácil assim de se definir com palavras, ao invés disso mostra o que é a graça, e também o que ela não é. A graça superabunda onde abunda o pecado (Romanos 5:20), mas de maneira alguma a graça é motivação para insistirmos no erro, é justamente o contrário.

A graça é um conceito tão elevado que não existe nada similar em nenhuma religião, é ela que define o tipo de pessoas que somos, e o Deus a quem servimos. Ninguém pode acusar os cristãos de ter copiado isso de outra religião, a graça é tão excelente que só pode ter nascido da mente de Deus. Esse Deus que amamos e que somos por Ele tão amados, tão incondicionalmente.

“Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça de um só homem, Jesus Cristo, abundou  sobre muitos.” (Romanos 5:15)

“Deus” beija na boca

Aproveitando para mais uma republicação. Sobre José Luis de Jesus Miranda, fundador da seita Creciendo en Gracia, o homem que alega ser Deus Homem.

Escrevi este texto em setembro de 2005, ele circulou em vários pontos da Internet, inclusive em blogs da própria seita Creciendo en Gracia. No final do texto faço umas observações e atualizações:

O porto-riquenho José Luis de Jesus Miranda parece um simples evangelista, mais um como tantos ao redor do mundo. É essa a impressão pra algum desavisado que acesse o site da igreja do Apóstolo José Luis, o ministério Creciendo En Gracia sem se deter muito ao que está escrito. Parece só mais um pastor, só mais uma igreja.

Mas só parece. Acontece que José Luis de Jesus Miranda alega ser Deus. Não, não é metáfora não, é isso mesmo, ele diz ser o Todo-poderoso em forma humana, que veio salvar os seus predestinados deste mundo. Seitas não são coisa incomum na história, mas geralmente seus fundadores se consideram “enviados de Deus”, não é esse o caso, José Luis diz que é Deus mesmo.

Vai além até do que o folclórico Inri Cristo. Inri diz ser a reencarnação de Jesus, mas segundo Inri, Jesus (e conseqüentemente ele mesmo) não é e nunca foi Deus, Inri não acredita na Trindade. Já o apóstolo afirma: é Deus-Pai, Iahweh, o Senhor dos Exércitos do Antigo Testamento. E que é Jesus também, José Luis também não crê na Trindade, diz que Deus é um só, então ele é o Pai, o Filho e o Espírito Santo… em carne e osso.  (*)

Piada? Loucura? Brincadeira de mau gosto? Bom, pra seus seguidores que já se espalharam por 24 países (inclusive o Brasil), tudo isto é muito sério. É só visitar as comunidades do ministério que existem no Orkut.

Uma membra conta numa das comunidades da emoção de quando viu “Deus” face a face “NOSSA SEM PALAVRAS PRA AKELA NOITE!!!!FOI INESQUECIVEL !!!!!GENTE DEUS BEIJA NA BOCA …EU VI, NOSSA EMOCIONANTE!!!!”. (Nota: devo dizer que também não entendi essa de “Deus” beijar na boca, e não sei porque prefiro continuar não entendendo). Outro comenta: “Foi a realização de um sonho, poder cantar para Deus mesmo, uma idéia que tinhamos que no céu os anjos cantavam e tocavam diante de Deus e de-repente estava eu alí cantando nos céus diante de Deus…. Estar diante de Deus é do caralho o bagulho é foda.”

Além de crer que seu líder espiritual é o próprio Deus encarnado, a seita prega entre outras coisas, que o pecado não existe mais, que todos os apóstolos de Cristo, com exceção de Paulo, são pregadores do falso “Evangelho da Circuncisão”, acusando especialmente a Pedro. Têm como verdade os escritos do Apóstolo Paulo, o resto segundo eles é “coisa pra judeu”. Estas “coisas pra judeu” incluem a maior parte do Novo Testamento.

Os fiéis acreditam também que todas as religiões (especialmente as cristãs) formam um “sistema religioso mentiroso e hipócrita”. Afinal, todas as religiões cristãs pregam que existe o pecado (e segundo eles, não existe pecado), e são adeptas do tal do “evangelho da circuncisão” . O único motivo deles não dizerem que todas as outras religiões são do diabo é porque, pra eles, Satanás não existe mais. O Diabo teria morrido quando Jesus morreu na cruz.

Outra coisa que chama atenção nos seguidores é que são de fato muito fanáticos, entram em fóruns evangélicos e católicos para pregar a doutrina, e odeiam ver a doutrina ser difamada ou discutida por outros. Nas comunidades do ministério no Orkut chegam a expulsar quem pergunta demais e apagar as perguntas que não agradam.

Eu sei que é feio desrespeitar a fé dos outros, mas confesso que é extremamente difícil levar tamanha quantidade de baboseira a sério. Quando esteve em São Paulo, “Deus” declarou que não conhecia a cidade, não falou uma palavra em português, e contava com a escolta de seguranças, um tanto estranho pra quem é onisciente e onipotente.

Pra quem quer saber mais: http://www.cacp.org.br/cresciendo.htm

Rogério – Setembro de 2005.

Observações:
(*) Na verdade a Creciendo en Gracia crê na Trindade, mas  de um modo modalista, ou seja, que  o Pai, o Filho, e o Espírito Santo atuam mas um de cada vez, não de forma contínua.

A partir de 2006, José Luis, auto-intitulado como Jesus Homem, resolveu declarar guerra de vez ao que ele chama de “Jesus de Nazaré”, ou a maneira como as pessoas crêem em Jesus normalmente, e passou a assumir o símbolo 666 ou SSS, sendo que muitos membros da seita passaram a fazer tatuagens assim. Segundo  ele, ele é o anti-cristo no sentido de ser contra o “Jesus de Nazaré”.

“Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação; que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais sou eu o principal.” (Apóstolo Paulo, em I Timóteo 1:15)

Não confio na Urna Eletrônica

Escrevi este texto em setembro de 2006, diante de notícias veículadas nestes últimos dias sobre fraudes eleitorais ocorridas em outubro de 2008 em Caxias, interior do Maranhão, resolvi republicá-lo.

Repercussão recente sobre este assunto:

http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1549

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/25/e251127959.html

Algo que me preocupa. Pouco se discute sobre os inúmeros problemas da urna eletrônica.

Geralmente quando o assunto aparece na mídia se fala das virtudes do sistema eletrônico, que de fato, existem. Fraudar uma eleição hoje em dia é mais difícil do que era antigamente, quando não existiam urnas eletrônicas. A apuração é extremamente rápida se comparado ao sistema antigo com votos de papel, afinal, é só colocar os disquetes de cada urna em um computador do Tribunal Eleitoral e os votos são apurados e totalizados.

O grande problema é o possível custo de toda essa eficiência. Embora as fraudes sejam mais difíceis, elas podem acontecer, e existe a possibilidade de mega-fraudes. Contrapondo a velocidade de apuração, há o enorme problema de eleições nada transparentes, em que não temos garantias reais de que os votos apurados são mesmo os votos digitados, não há a mínima possibilidade de questionar o resultado, se houver falha ou fraude no processo, nem sempre será possível verificar.

Fora tudo isso, há a grave ameça a um direito que é fundamental em qualquer democracia, o da garantia do voto secreto. Como o mesário precisa habilitar todo eleitor digitando o número do seu Título Eleitoral, e o eleitor votando em seguida, é possível relacionar cada eleitor a seu voto.

Veja bem, não estou dizendo que há má fé da parte do Tribunal Superior Eleitoral, nem que este órgão, ou seus funcionários, tenham a intenção de fraudar uma eleição, não estou dizendo que as eleições são sempre fraudadas, mas assusta a possibilidade de que isso possa acontecer.

Ao contrário do que muita gente pensa, a Urna Eletrônica brasileira não é a primeira, nem a única que funciona no mundo. Em muitos estados americanos e países do mundo há urnas eletrônicas com algumas melhorias em relação às brasileiras. A habilitação para o eleitor votar é feita a partir de um equipamento a parte, todos os votos são impressos e aparecem por um visor na urna, depois ele é cortado e cai numa urna de plástico, misturado, sendo impossível alguém saber quem votou em quem. Caso exista alguma dúvida basta fazer a contagem dos votos impressos e comparar com o resultado gravados nos disquetes.

Alguns destes princípios já existiam nas primeiras urnas eletrônicas usadas no Brasil em 1996, a idéia acabou abandonada na época com a alegação contenção de custos. Novos testes foram feitos, mas infelizmente parece que esta melhoria vai demorar a chegar. Enquanto isso o TSE enrola, dizendo ser um sistema muito seguro, sendo que na realidade, está longe de ser.

Pra quem quer entender mais sobre o assunto, dá uma lida nos links abaixo:

http://www.votoseguro.org
http://www.ic.unicamp.br/~tomasz/misc/rel_final_site_TSE.pdf
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=1&content=downloads&id=51
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3622269

E claro, sobre as eleições no município de Guarulhos – SP em 2006…

“Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância;” (Tito 2:2)