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Archive for agosto \02\UTC 2009

Essa é uma espécie de resposta ao que foi discutido aqui: Jesus é uma farsa – Juca Kfouri, onde se propõe a total proibição de manifestações religiosas dentro do campo de jogo (embora as que mais incomodem tanto o articulista quanto os autores dos comentários são as manifestações fora do campo).

Como eu reagiria?

Bom, falando só por mim, você pode não acreditar, mas consideraria normal. Já vejo como normal todas as manifestações ateístas que circulam a na Internet, boa parte delas já bastante ofensivas. Seja cristão e abra um blog pra você ver.

Eu sinceramente respeitaria a opinião do atleta, embora para mim a mensagem seja de tremendo mal gosto.

Mas e se algum jogador mostrasse uma camisa como “Só Alá é Deus” ou “Só Shiva salva”? Aí então é que eu veria de maneira mais natural ainda.

É o atleta que se esforça a semana inteira nos treinamentos, que passa os dias preocupado com a função tática que vai desempenhar na partida. E são através dos esforços do atleta é que acontecem os gols e as vitórias. Não é natural que o atleta tenha o direito de comemorar como bem lhe parecer? E atribuir o seu bom resultado ao deus que ele quiser (incluindo deus nenhum, se for o caso)?

Durante a Copa das Confederações os jogadores do Egito reverenciaram a Alá. Desde sempre sem que qualquer pessoa se diga ofendida jogadores católicos fazem o sinal da cruz. Essas manifestações não pertencem a minha tradição religiosa, mas a mim não ofendem, vejo essas manifestações até com certa beleza, afinal manifestações de fé são em geral muito belas.

E mesmo que eu não gostasse, que direito eu tenho de dizer ao atleta que tanto se esforçou que ele não pode comemorar a seu modo? (Aliás, eu também acho ridícula a resolução da FIFA que proíbe que jogadores não gire a camisa no alto e pulem no alambrado).

Digo então aqui com todas as letras: Jesus é meu Deus. Pronto. Se essa minha declaração pública de fé te ofendeu peço desde já desculpas, não foi a intenção. Eu não estou bradando contra o deus de ninguém e nem caçoando de quem não tem deus nenhum, estou tão somente exaltando o meu Deus.

Entendo que você talvez o leitor possa não ter gostado dessa declaração, talvez você ache de mau gosto eu também terminar cada post do blog com um versículo da Bíblia, mesmo quando o assunto não tem nenhuma relação com religião. Respeito que não concorde comigo, mas ninguém pode chegar aqui e dizer que não posso dedicar este blog a meu Deus. Goste ou não tenho todo direito de me expressar como eu quero e vou usá-lo plenamente enquanto isso me for permitido. Gosto de ter essa liberdade, por isso mesmo não me calo quando vejo que querem tirar essa liberdade de outros.

Bom, eu falei por mim. Voltando ao título do tópico retorno com outra pergunta, por que um ateu vestiria uma camisa assim? É clara a intenção ofensiva. Isso só poderia ser comparado a alguém mostrar uma camisa que diga que Alá é uma farsa, ou que só a Igreja Católica salva. Graças a Deus (ops…, perdão quem não gosta que citem Deus) isso no Brasil é bastante incomum. Puxem pela memória algum exemplo de ofensa religiosa direta no futebol.  Eu mesmo não lembro.

Termino o meu post dizendo que admiro o jornalista Juca Kfouri mas que lamentavelmente na minha opinião dessa vez ele chutou a bola pra fora do estádio.

P.S.:  Esses dias mais uma dessas pessoas que querem proibir que as pessoas expressem sua fé livremente em campo me apareceu com mais um argumento furado: essas camisas tiram a atenção do patrocinador.

Ora bolas, isso é um problema a ser resolvido entre o atleta, clube que joga e patrocinador. Se você não é nenhuma das partes não tem nada com isso, a FIFA não tem nada com isso. Se o patrocinador se sentir prejudicado deve reclamar com o clube que por sua vez chamará atenção do atleta, é assim que se resolve.

Enfim,  só mais uma desculpa esfarrapada. (acréscimo feito em 15/09/2009).

“E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”. (Tiago 1:22)

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