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Archive for novembro \26\UTC 2008

Não confio na Urna Eletrônica

Escrevi este texto em setembro de 2006, diante de notícias veículadas nestes últimos dias sobre fraudes eleitorais ocorridas em outubro de 2008 em Caxias, interior do Maranhão, resolvi republicá-lo.

Repercussão recente sobre este assunto:

http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=1549

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/25/e251127959.html

Algo que me preocupa. Pouco se discute sobre os inúmeros problemas da urna eletrônica.

Geralmente quando o assunto aparece na mídia se fala das virtudes do sistema eletrônico, que de fato, existem. Fraudar uma eleição hoje em dia é mais difícil do que era antigamente, quando não existiam urnas eletrônicas. A apuração é extremamente rápida se comparado ao sistema antigo com votos de papel, afinal, é só colocar os disquetes de cada urna em um computador do Tribunal Eleitoral e os votos são apurados e totalizados.

O grande problema é o possível custo de toda essa eficiência. Embora as fraudes sejam mais difíceis, elas podem acontecer, e existe a possibilidade de mega-fraudes. Contrapondo a velocidade de apuração, há o enorme problema de eleições nada transparentes, em que não temos garantias reais de que os votos apurados são mesmo os votos digitados, não há a mínima possibilidade de questionar o resultado, se houver falha ou fraude no processo, nem sempre será possível verificar.

Fora tudo isso, há a grave ameça a um direito que é fundamental em qualquer democracia, o da garantia do voto secreto. Como o mesário precisa habilitar todo eleitor digitando o número do seu Título Eleitoral, e o eleitor votando em seguida, é possível relacionar cada eleitor a seu voto.

Veja bem, não estou dizendo que há má fé da parte do Tribunal Superior Eleitoral, nem que este órgão, ou seus funcionários, tenham a intenção de fraudar uma eleição, não estou dizendo que as eleições são sempre fraudadas, mas assusta a possibilidade de que isso possa acontecer.

Ao contrário do que muita gente pensa, a Urna Eletrônica brasileira não é a primeira, nem a única que funciona no mundo. Em muitos estados americanos e países do mundo há urnas eletrônicas com algumas melhorias em relação às brasileiras. A habilitação para o eleitor votar é feita a partir de um equipamento a parte, todos os votos são impressos e aparecem por um visor na urna, depois ele é cortado e cai numa urna de plástico, misturado, sendo impossível alguém saber quem votou em quem. Caso exista alguma dúvida basta fazer a contagem dos votos impressos e comparar com o resultado gravados nos disquetes.

Alguns destes princípios já existiam nas primeiras urnas eletrônicas usadas no Brasil em 1996, a idéia acabou abandonada na época com a alegação contenção de custos. Novos testes foram feitos, mas infelizmente parece que esta melhoria vai demorar a chegar. Enquanto isso o TSE enrola, dizendo ser um sistema muito seguro, sendo que na realidade, está longe de ser.

Pra quem quer entender mais sobre o assunto, dá uma lida nos links abaixo:

http://www.votoseguro.org
http://www.ic.unicamp.br/~tomasz/misc/rel_final_site_TSE.pdf
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=1&content=downloads&id=51
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3622269

E claro, sobre as eleições no município de Guarulhos – SP em 2006…

“Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância;” (Tito 2:2)

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Por muitas vezes tenho ouvido que Jesus Cristo era essênio. Os essênios eram uma seita judaica que viveu na época de Cristo, viviam isolados nas montanhas, não se envolviam na vida do povo comum. Provavelmente por isso nem são citados nos evangelhos.

Devido a algumas coincidências e ensinamentos em comum muita gente insiste em dizer que Jesus era um adepto desta facção. Para investigar isso fiz uma breve pesquisa que mostro abaixo. Por ela concluo que os ensinamentos, o modo de vida, e todo o ministério de Jesus era muito diferente do que ensinavam os essênios e portanto, muito provavelmente, Jesus não era essênio.

Porque Jesus não era essênio:

1. Os essênios eram monásticos, ascéticos e puritanos. Jesus comia carne, provavelmente bebia vinho (ou não era contrário que se bebesse), e se associava a prostitutas, publicanos e pecadores em geral.

2. Os essênios eram abertos apenas a homens adultos. Jesus aceitava em seu ministério também mulheres e crianças.

3. Os essênios rejeitavam todas as outras formas de judaísmo e não adoravam em templos ou sinagogas. Jesus ensinou seus discípulos que eles podiam ouvir os ensinamentos dos fariseus desde que não fossem hipócritas como eles, e freqüentemente ministrava e adorava no templo e nas sinagogas.

4. Os essênios eram tão aplicados na observância de costumes que se recusavam até a usar o banheiro aos sábados. Jesus Cristo se opunha a esse tipo de costume, chamando inclusive a atenção dos fariseus, curou no sábado, permitia que os discípulos colhessem grãos pra comer nos sábados.

5. Os essênios viviam reclusos enquanto Jesus andava por toda a parte e falava com todas as pessoas. Os essênios só eram aceitos após um árduo e longo processo de iniciação em que precisavam demonstrar piedade. Jesus aceitava qualquer pessoa que quisesse seguí-Lo e os chamava de discípulos.

6. Os essênios rejeitavam ser ungidos com óleo, Jesus permitiu que Maria Madalena o fizesse.

7. Os essênios baseavam a sua vida em viver pela moral, ética e a lei. Jesus enfatizava o viver pela fé.

8. Os essênios se organizavam numa hierarquia rígida. Jesus Cristo ensinou que o maior deve servir o menor, que os primeiros seriam últimos, que os últimos seriam primeiros.

9. Os essênios tinham um conceito muito elevado sobre si mesmos. Acreditavam que eram os únicos certos e que qualquer outro eram apóstatas e hereges. Jesus sempre primou pela mansidão e humildade a ponto de apesar de ser, não se considerou ser igual a Deus.

10. Tal qual os fariseus, os essênios desprezavam as pessoas comuns justamente por não considerá-las suficientemente piedosas e justas. E era justamente estas pessoas o alvo dos três anos de ministério de Cristo.

Concluindo:

Se Jesus fosse essênio  com certeza seria expulso da ordem logo no primeiro milagre quando, participando de uma festa com gente “impura”, transformou água em vinho.

Creio que os pontos de conflito entre Jesus e os essênios pesam muito mais que os que supostamente coincidem, porque os que coincidem podem ser coincidência ou no melhor dos casos influência, os que contrastam demonstram o que Jesus realmente ensinava e fazia, se eram incompatíveis então não dá pra dizer que são a mesma coisa.

Fontes:

http://healtheland.wordpress.com/2007/09/01/jesus-christ-was-not-an-essene/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Essênios

“Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. ” (João 17:15)

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Presidente negro

Quando Barack Hussein Obama nasceu em agosto de 1961 o casamento de seus pais (mãe branca, pai negro) seria proibido em alguns estados americanos.  E isso nem era tudo. Os Estados Unidos era um país em que negros e brancos tinham escolas, igrejas e até banheiros separados.

Não há como nesse momento histórico não citar o famoso discurso de Martin Luther King Jr. em 1963, aquele do “I have a dream”.

“Eu tenho um sonho que minhas quatro crianças pequenas um dia vão viver numa nação onde não serão julgadas pela cor da sua pele, mas pelo conteúdo do seu caráter”.

Eu creio que alguns sonhos são profecias, e que profecias se cumprem. Será então que “o dia” chegou?

É muito bom saber que os Estados Unidos tenham superado as barreiras raciais e tenham percebido que cor de pele não é critério de escolha para um presidente. Há muito o que se comemorar nesse sentido.

Fora que escolha de Obama foi lógica, depois de 8 anos de comando do Partido Republicano é bom arejar com um governo Democrata, fora que o governo Bush afundou os Estados Unidos em impopularidade e desconfiança mundial, em duas guerras desastradas e a maior crise financeira das últimas décadas, nem mesmo McCain em sua campanha quis associar a sua imagem a do atual presidente.

Só temo que o povo talvez possa se decepcionar. Como aconteceu com Lula aqui no Brasil em 2003 que ao assumir frustrou ao não cumprir toda a expectativa criada pelo marketing da campanha. Na propaganda “Yes we can”, sim podemos, mas agora passamos a vida real.

Obama é um cara legal sem dúvida, mas como todo político de partido grande há grupos poderosos a quem deverá cortejar. Fora a dificuldade de cumprir certas promessas de campanha como a de melhorar a qualidade de vida da classe média no meio de uma recessão ou de retirar as tropas do Iraque rapidamente.

Vamos aguardar, mas que tudo dê certo, que Deus o abençoe.

“A esperança dos justos é alegria; mas a expectação dos ímpios perecerá.” (Provérbios 10:28 )

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Homenagem, um pouco atrasada, aos 491 anos da Reforma Protestante.

Infelizmente não conheço o autor da charge.

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