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Archive for outubro \31\UTC 2008

O caso Eloá é o novo caso Isabela, que já foi o caso João Hélio, que já foi o caso Liana. O horror maior é esse, a gente já começa até a contar o tempo a partir dos crimes absurdos. É como se os casos entrassem e saíssem de moda.

Muita coisa chamou a atenção nos intensos debates promovidos neste caso. Tudo aconteceu como uma suposta história de amor, suposto porque em nada aquilo lembra de verdade amor.

Há alguns anos o Legião Urbana gravou Monte Castelo que mesclava o texto de Paulo no texto bíblico em 1 Coríntios 13 com o Soneto 11 de Luís de Camões.

“O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece.” ou no texto Bíblico da Versão Almeida “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece” (1 Co. 13:4)

A música não cita o verso 5 de Paulo: “[O amor] não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal”. O “amor” de Lindenberg foi mal, invejoso, se portava mal, buscava os próprios interesses e só suspeitava mal. Não era amor, aquilo era desejo de posse.

Lição de amor quem deu foi a menina Nayara que quase perdeu a vida em favor da amiga. Lição de amor também deu a família de Eloá que no meio de mil outras dificuldades resolveu doar todos os órgãos da menina o que salvou outras sete vidas.

E falando ainda de amor, foi outra demonstração dele que chamou muito a atenção: o fato da mãe de Eloá ter perdoado o próprio assassino da filha. Muita gente ficou admirada, mas muita gente também questionou essa atitude perguntando como isso poderia ser possível. Como amar alguém que não tem amor e que levou pra sempre alguém que tanto amava?

Isso porque muita gente vê  amor como só um sentimento, e assim amar o assassino da própria filha só pode ser algo impossível, mas isso até que a gente aprende o que é de verdade o amor.

Reconheço que é mais fácil falar do que fazer. Reconheço que talvez não estivesse escrevendo isso se o caso acontecesse com alguém da minha família. É muito fácil também dizer que acha lindo I Coríntios 13, o Soneto 11, a música Monte Castelo. Muita gente até diz que vai as lágrimas quando se fala deste perfeito amor. O amor descrito na Bíblia não é puramente sentimento, é ação.

Quando se fala em amor hoje em dia não raro é com outro significado, não tem relação com o amor que Jesus nos disse que devemos ter nos evangelhos, um amor que “tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta” (1Co 13:7) não pode depender só de sentimento. O sentimento sozinho não se sustenta, não é amor de verdade.

A mãe de Eloá, evangélica, conhecedora da Bíblia (e provavelmente do texto de 1 Co. 13), da importância do perdão já que Deus nos perdoou primeiro (Ef. 4:32), deve ter sentido intimamente que não havia outra saída, ou guardava um rancor eterno que não mudaria nada as coisas e só faria mal a si mesma e aos demais ou seguia o exemplo de Cristo, com o perfeito amor de Deus, e perdoava.

Contudo, com toda razão, não deixou de pedir por justiça. Como todos nós.

“O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá.” (1 Coríntios 13:8)

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A história a seguir ouvi de uma outra pessoa que por sua vez ouviu de outra pessoa. Como não posso garantir com certeza o quanto da história é real e como se diz que “todo mundo aumenta o ponto”, já adimito de saída: dei uma “aumentadinha”. Mas cabe a cada um julgar por si o quanto a história parece real, e qual seria a própria reação.

Aconteceu numa dessas cidades medianas do interior de São Paulo. A igreja no culto de domingo a noite foi avisada, na próxima semana uns alunos da faculdade teológica iam aparecer por lá para fazer um teste de conhecimentos bíblicos com os membros. Nada muito sério, diziam, seria mais como uma brincadeira instrutiva.

Mesmo assim os membros da igreja resolveram levar a sério. Durante aquela semana se aplicaram na leitura da Bíblia Sagrada, decoravam conceitos, versículos, chegavam a comparar as versões consultando várias bíblias de estudo. Não queriam fazer feio frente aos “aprendizes de teólogos”.

Acontece que o teste que os alunos preparavam não era bem aquilo que os membros imaginavam. Não era um quiz, era algo mais prático.

Já no domingo, na hora do culto um dos alunos se vestiu de mendigo, todo sujo e com uma garrafa cheia da mais pura água ele ficou na entrada da igreja, meio que recepcionando as pessoas que entravam falando bobagens como se estivesse bastante embriagado.

Outra aluna carregou na maquiagem, vestiu uma roupa que chamava atenção, sem esquecer da bolsa para melhor caracterização, não era muito mas foi suficiente para se passar por mulher de vida fácil. Infiltrou-se na igreja atraindo olhares suspeitos.

Uma outra aluna baixinha e aparentando pouca idade se vestiu com roupas simples, se passou fácil como uma menina de rua. Entrou na igreja e ia de um lado pro outro pedindo algum dinheiro, “tio, me dá um real?!”

O culto começou e seguiu a ponto de até se esquecer dos tais alunos e do teste bíblico. Mas o teste estava sim em curso. O falso mendigo tentou entrar na igreja, foi conduzido de forma pouco gentil até o meio da rua “olha aqui é a casa de Deus, um lugar sério, aqui não é lugar para bêbados como você”. Alguém disse isso enquanto empurrava o sujeito pra bem longe, não esquecendo de dizer que era melhor ele não voltar para incomodar.

A falsa prostituta não foi expulsa, mas tambémninguém trocou qualquer palavra com ela. Os homens passavam longe, os casados para não arrumar confusão com as esposas, os solteiros pra não “queimar o filme”. As mulheres por sua vez mantiveram distância, alternavam indiferença a olhares de reprovação.

Já a falsa “menor abandonada” não podia passar despercebida. Falava alto, ia pra um lado pra outro pedindo dinheiro. As pessoas davam sinais que ela incomodava, alguns ainda tiravam umas moedas esperando que ela sentasse e se calasse, o que não acontecia.

Mas foi na hora da oferta que a coisa quase ficou feia. O alforje passava de mão em mão até chegou a falsa menor, no auge da representação acabou apelando, meteu a mão dentro da sacola, retirou a única nota de dez reais que tinha lá dentro e pôs no bolso.

“Hei, devolve, isso não é seu!”, alguém gritou.
“Devolvo nada, dinheiro de Deus é pra muita coisa inclusive cuidar dos pobres. Tô aqui a uma hora, vocês são muito muquiranas não me deram quase nada, tô morrendo de fome também…”

A confusão que se seguiu foi tão grande que os presentes que sabiam do teste resolveram intervir e explicar do que se tratava.

Resolvida a confusão uns se sentiram enganados e ficaram irritados, diziam que aquilo era uma brincadeira de mau gosto, que não era correto. Mas muitos entenderam o teste e tiraram uma lição daquela história toda.

Mesmo depois de uma semana estudando a Bíblia com afinco a igreja foi um fracasso no teste da vida real. Não que o estudo da Bíblia seja algo secundário, mas de nada adianta ter todo o conhecimento se na prática o mesmo não for aplicado.

Os crentes oram para que Deus envie pessoas para as igrejas, mas imaginam que Deus traria pessoas de boa reputação, bonitas, perfumadas e sem problemas, não imaginam que provavelmente interesse a Deus traga pessoas que são justamente o contrário.

E aí? Essa história parece real pra você? Qual seria sua reação? Só sei que eu pessoalmente já vi situações parecidas por aí, e que o tal teste realmente aconteceu com esse desfecho. Eu aumento mas não invento… não muito pelo menos. hehehe…

“Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos.” (Mateus 9:12)

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Tenho acompanhado nos últimos anos várias formas de utilizar a tecnologia pra Cristo, especialmente pela Internet. Inicialmente vou comentar sobre os blogs.

É uma ferramenta interessante que muita gente tem utilizado, mas creio que o potencial é bem maior.

Qualquer pessoa pode criar um blog sem muita dificuldade, é preciso um pouco de boa vontade e persistência já que como geralmente é uma atividade extra e quase sempre nos falta o tempo, é muito fácil procrastinar as postagens e deixar o blog desatualizado por meses. (Eu que o diga).

Para fazer um blog cristão vc não precisa necessariamente fazer um blog com textos muito complicados, sermões, pregações, etc. A não ser claro vc tenha esse dom. Vc pode falar sobre qualquer assunto que te desperte interesse, que vc saiba desenvolver, ou simplesmente trocar idéias.

Daí vem a pergunta, como fazer e manter um blog pra Cristo se os temas a princípio sejam assuntos diversos como moda, comportamento, música, etc. Não é tão difícil assim, se Jesus está no seu dia-a-dia de uma forma ou de outra Ele estará em tudo o que sair das sua mente. Sempre haverá uma possibilidade nos posts de falar de Jesus.

Vc num blog também pode optar por não tratar de um assunto específico, pode falar sobre sua vida pessoal, suas experiências, compartilhar textos, músicas e vídeos que gostou, afinal a Internet tem uma série de recursos que vc pode e deve utilizar.

Uma opinião minha (e talvez só minha mesmo): um bom blog não precisa ser um “campeão de audiência”. Não escreva como quem está falando pra milhões de pessoas, escreva como se estivesse conversando com um amigo. Que sejam poucas pessoas que vejam seu blog, pelo menos pra elas a experiência terá valido a pena.

Talvez não seja a pessoa mais indicada pra fazer isso, mas vai aqui algumas dicas:

* não se force a escrever sobre o que não sabe. Se não sair besteira provavelmente vai soar falso.
* evite o “crentês” excessivo. Creia varão (ou varoa), pra que não conhece o “idioma” soa estranho.
* compartilhar textos que gostou de outras pessoas pode ser legal mas nunca esqueça de dar créditos às pessoas. Se possível pergunte antes se ela autoriza a publicação do texto. Mas não fique só de copiar dos outros, sempre que possível busque vc mesmo produzir alguma coisa.
* cuidado com o português.
* não exagere nos recursos, não deixe que os efeitos chamem mais atenção que a mensagem escrita.
* faça com carinho. Faça do seu blog uma expressão de louvor a Deus.

“Sejam agradáveis as palavras da minha boca e a meditação do meu coração perante a tua face, Senhor, Rocha minha e Redentor meu!”- Salmos 19:14

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