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Archive for maio \07\UTC 2007

Continuando… compartilhando minhas leituras.

O Fator Melquisedeque (Don Richardson) ****
Livro cristão. Nele o autor demonstra que na maior parte das culturas (talvez todas) há a crença da existência de um Deus único, que enviaria um messias, mesmo quando este Deus não é diretamente cultuado.

Isto é mostrado em 26 histórias de culturas de várias épocas ao redor do mundo.

O nome do livro se refere a Melquisedeque, sacerdote mencionado no Antigo Testamento que abençoa a Abraão. Acontece que se nem o judaísmo, nem o cristianismo existia nos tempos de Abraão, Melquisedeque era sacerdote de quê Deus? Isso comprovaria que a crença em um Deus único é mais antiga que o próprio judaísmo.

Segundo o autor toda cultura do mundo tem seu fator Melquisedeque (que aceita Deus) ou fator Gomorra (que não reconhece Deus), umas pendendo mais para um lado do que para outro.

O livro é interessante, acho fundamental principalmente para as pessoas que julgam ter um chamado missionário, e para os cristãos em geral. É importante para mostrar que as culturas pagãs não são más em si, fazer com que os cristãos sejam mais tolerantes ao que é diferente, entre outras coisas.

Cartas de um diabo a seu aprendiz (C.S. Lewis) ****


Obra que C.S. Lewis (autor de As Crônicas de Nárnia) dedicou a J.R.R. Tolkien (autor de O Senhor dos Anéis).

Fitatuso, um experiente demônio envia cartas a seu sobrinho Vermebile, este último um jovem demônio com a missão de tentar um rapaz.

As cartas incluem instruções para que o jovem demônio tentador possa manter seu “paciente” o mais distante possível do “Inimigo” (no caso, Deus), convencendo o “paciente” agir na maior parte das vezes a agir de forma errada sem se dar conta disso ou mesmo pensando sempre estar certo.

O texto é ao mesmo tempo sarcástico e sombrio. Lewis confessou mais que não fez a continuação do livro porque para era perturbador para ele simular o que pensa um demônio.

Nesta edição da foto há um “extra”. Um discurso que Fitatuso faz para os demônios-formandos na Faculdade de Treinamento de Tentadores. Foi uma forma de Lewis dar uma continuação para o livro.

A arte de ter razão (Arthur Schopenhauer) ****


Obra póstuma do filósofo alemão Arthur Schopenhauer. Neste tratado há 38 estratagemas que são recorrentes em debates. Alguns são classificados pelo próprio Schopenhauer como válidos, especialmente para se defender de quem os usa, outros o próprio autor considera desprezíveis.

Eu que vivo em discussões na Internet há alguns anos reconheci alguns que já foram usados contra mim, e muitos que eu próprio acabei aprendendo e usando intuitivamente. O livro é bom porque mostra como atacar as posições do adversário e como defender as suas. Também é válido o conselho de que nem toda discussão vale a pena, com alguns tipos de pessoas (na verdade com a maioria delas) é melhor simplesmente não discutir.

Filosofia não é meu assunto predileto, a leitura do livro foi meio chata em alguns momentos, mas especialmente a parte dos estratagemas achei bem interessante. Até pensei num post futuro mostrando como as pessoas usam, geralmente de forma intuitiva, em discussões na Internet.

“E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. e, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que já alcançamos as coisas que lhe temos pedido.” (1 João 5:14,15)

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