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Archive for abril \25\UTC 2007

Texto antigo para homenagear a todos que como eu estão tendo a honra de conhecer esta língua simples de tudo.

“A língua alemã é relativamente fácil. Quem sabe Latim e está habituado com as declinações, pode aprendê-la sem grandes dificuldades – ao menos é o que os professores de Alemão dizem em suas primeiras aulas.

Em seguida, quando começamos a estudar os der, des, den, dem, die, eles dizem que é moleza: tudo é apenas uma questão de lógica. Realmente é muito simples; podemos ver isso no exemplo que passamos a examinar.
Tomemos um honesto livro alemão: um volume magnífico, encadernado em couro, publicado em Dortmund, que descreve os usos e costumes dos hotentotes (em Alemão, hottentotten).

O livro nos conta que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter) cobertas de um tecido (Lattengitter), para abrigá-los do mau tempo. Essas jaulas são chamadas, em Alemão, “jaulas cobertas de tecido” (Lattengitterkotter); assim que botam um canguru dentro delas, ele é chamado Lattengitterkotterbeutelratten, “o canguru da jaula coberta de tecido”.

Um dias os hotentotes capturaram um assassino (Attentater), acusado de ter matado uma mãe (Mutter) hotentote – Hottentottermutter -, que tinha um filho tonto e gago (stottertrottel). Essa pobre mãe se chama, em Alemão, Hottentottenstottertrottelmutter, e seu assassino é chamado de Hottentottenstottertrottelmutterattentater. A polícia prendeu o assassino e o enfiou provisoriamente numa gaiola de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter), mas o prisioneiro escapou. As buscas mal tinham começado, quando surgiu um guerreiro hotentote, gritando:
– Capturei o assassino! (Attentater).
– Sim? Qual? – perguntou o chefe.
– O Lattengitterkotterbeutelratterattentater! – respondeu o guerreiro.
– Como assim? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tecido? – perguntou o chefe dos hotentotes.
– É, sim, é o Hottentottenstottertrottelmutteratentater (o assassino da mãe hotentote de um menino tonto e gago) – respondeu o nativo.
– Ora , respondeu o chefe, tu poderias ter dito desde o início que tinhas capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentater.
.
Como dá para ver, o Alemão é uma língua fácil; basta a gente se interessar um pouquinho…”

“Denn so hat Gott die Welt geliebt, daß er seinen eingeborenen Sohn gab, damit jeder, der an ihn glaubt, nicht verloren gehe, sondern ewiges Leben habe.” (Johannes 3:16 – Elberfelder)

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“Eu sou terrível…”

Sábado a tarde estou em casa assistindo a TV.

No programa do Luciano Huck há um quadro chamado “Lata velha”. Uma cópia descarada do programa “Pimp my ride” da MTV.

Consiste em pegar um carro caindo aos pedaços e reformá-lo completamente, para alegria de seus donos. O programa da MTV (originalmente americano, mas também passa uma versão inglesa e há a promessa de uma edição nacional) um sujeito bem-humorado leva o carro velho até uma oficina onde divertidos mecânicos literalmente transformam o carro, mostrando passo-a-passo, desde o projeto até a remontagem. É divertido.

No quadro do Caldeirão do Huck (que apostaria não pagou um centavo dos direitos que a MTV teria por ter inventado a atração) não há mecânicos engraçados e a remontagem do carro pouco é mostrada. A grande bizarrice é fazer o proprietário do veículo pagar algum mico em público.

Já houve quem imitasse James Brown, quem regesse orquestra e até quem dançasse Village People. Mas no último sábado eles foram com sede demais e exageraram.

O mico que o proprietário tinha que pagar era imitar Roberto Carlos e cantando a canção “Eu sou terrível”. Mais, não bastava cantar, era necessário ainda tocar gaita e dançar.

O proprietário e de início até que aceitou numa boa. Mas nas primeiras tentativas ficou claro que existia um problema, o sujeito não tinha o menor jeito pra música. Os instrutores ao invés de apoiá-lo passaram sim a esculachá-lo duramente um deles chegando a dizer “só Jesus descendo aqui na Terra pra esse cara conseguir cantar um verso que seja”.

Foi daí que, com toda a razão do mundo, o sujeito surtou. Berrou com produtores, instrutores, tava se lixando pro quadro e ia embora. Foi falta de respeito com aquele rapaz, ele não estava no “Ídolos”, ele sabia que não tinha o menor talento pra cantar, quanto mais tocar gaita e além de tudo dançar, ele só queria ter seu carrinho velho reformado, e não ser esculachado.

No fim das contas depois de alguma conversa e a ameaça que o carro depois de reformado iria a leilão (Sim, segundo Luciano Huck quem não cumpre a prova não recebe o próprio carro de volta, ele é leiloado. Sendo que o carro já é do proprietário isso me parece roubo, mas deixa pra lá) o sujeito cantou “Eu sou terrível”, não precisou dançar e fingiu que tocou gaita para receber o carro reformado. Nem precisou Jesus descer do céu.

É muito chato ver pessoas se humilhando na TV para ganhar prêmios. As produções dos programas deveriam pensar nisso quando copiam fórmulas dos outros.

No programa da MTV o sujeito não precisa fazer nada pra receber o carro de volta, mostra a pessoa entrando na garagem, vendo o carro, pulando e gritando de alegria.

“Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver, que por tradição recebestes dos vossos pais, mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo,” (1 Pedro 1:18,19)

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Resolvi compartilhar por aqui os livros que eu venho lendo de uns anos pra cá. Aqui vai alguns, mas continua.

Espero que gostem e me passem dicas de livros legais que vocês andam lendo também.

A volta ao mundo em 80 dias (Julio Verne) ****

Bom, considerado um clássico das histórias de aventura.

Fileas Fogg, milionário inglês excêntrico se mete em uma aposta em que o objetivo é dar a volta ao mundo em 80 dias, junto com seu companheiro Fura-vidas(na verdade o mordomo que vai na marra). Como na época não existia avião, Fileas se vira como pode, viaja de trem, carruagem, navio, e até de elefante.

O final é bacana, pode até surpreender.

Gostei do livro, muito bom.

Vinte mil léguas submarinas (Julio Verne) ***
No século XIX um navio é enviado para caçar uma estranha criatura que tem deixado o mundo inteiro perplexo. Após um embate e o naufrágio do navio, três membros da tripulação acabam conhecendo a “criatura” intimamente, o Náutilo, submarino do misterioso Capitão Nemo.

Professor Aronnax, seu mordomo Conselho e o caçador de baleias Ned Land passam então a viver como prisioneiros de luxo do capitão e têm a oportunidade de viver aventuras submarinas que jamais poderiam imaginar.

Este é o maior clássico de Julio Verne, a história é ótima, mas… não gostei tanto. Pra mim faltou um pouco mais de ação, e como só há marmanjos no submarino, romance nem pensar. Recomendo, mas com essas ressalvas.

Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley) *****
O que impressiona neste livro é que ele foi escrito em 1931, mas permanece surpreendentemente atual mesmo depois de tantas décadas.

No futuro, em nome do total equilíbrio social, a humanidade resolve abolir a família, a liberdade, a individualidade, o medo da morte e até mesmo Deus e o amor.

Todas as pessoas nascem de provetas, sem pais nem mães(que aliás viraram termos pejorativos), surgem verdadeiras linhas de montagem onde pessoas são criadas e condicionadas desde a fecundação a pertencerem a castas.

Muitos nascem para trabalhar duro a vida inteira, poucos nascem para ser líderes. As pessoas são condicionadas desde bebês a serem submissos às castas as quais pertencem, crianças são estimuladas sexualmente desde muito cedo, o sexo livre e o uso de drogas não só são liberados como vistos como o bom costume a ser seguido. Não há quem seja de verdade feliz, mas “quase” ninguém é triste.

E é de exemplos de “quase” que o livro trata. Desde Bernard Marx um alfa (a mais alta casta do mundo) que sofre preconceito e não consegue se enquadrar e termina com o amor impossível de John (um “selvagem”, com costumes completamente diferentes) por Lenina, uma bela enfermeira que nem imagina o que sente John, mas só fazer sexo com todos os homens que ela puder (como aliás, toda boa moça da sua época faz).

O livro é excelente. O “Admirável Mundo Novo” é perturbador, ainda mais quando percebemos que desde a época em que foi escrito até os dias de hoje realmente caminhamos para que este futuro se torne real.

No último Usina 21 (um evento evangélico onde é debatido assuntos referentes a sociedade) um rapaz na oficina que participei definiu este livro como “profético”. Fui obrigado a concordar com ele. Estamos abolindo a família e Deus de nossa sociedade, colocando a ciência acima de tudo e a maioria tem achado isso simplesmente ótimo. Perdemos a liberdade, a individualidade e estamos nos sentindo cada vez menos amados. E tudo isso já tinha sido previsto por Huxley.

Comprei este livro numa promoção junto com 1984 de George Orwell, outro incrível livro sobre o futuro que também é surpreendente. Os dois livros guardam semelhanças e diferenças, mas falo disso em outra oportunidade.

Recomendadíssimo!

Cristianismo Puro e Simples (C. S. Lewis) *****
Durante a Segunda Guerra Mundial a BBC convidou C. S. Lewis para uma série de programas em que o assunto era o cristianismo. Anos depois, os textos escritos foram compilados e se transformaram neste livro.

Nele Lewis explica de forma surpreendentemente clara o que é de fato, o cristianismo. É interessante ver que Lewis evita se meter em polêmicas dentro das denominações cristãs, se mantém no máximo possível dentro das crenças comuns e mostra que apesar de muitas diferenças, afinal, os cristãos têm mais em comum do que imaginam.

Também é interessante como Lewis lida com assuntos polêmicos como a abstinência sexual dos cristãos, a questão do divórcio, a Trindade e o problema do inferno e do mal.

O livro é altamente recomendável para todos saberem quem foi realmente Jesus, o que Ele realmente veio fazer aqui na Terra, e como, porque e do quê Ele veio nos salvar. Enfim, explicar o que é cristianismo, pra quem não é cristão… e, claro, também para quem é, afinal de contas o que mais tem por aí é cristão que nem sabe direito no que crê.

“Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18)

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