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Archive for janeiro \26\UTC 2007

Meu livro

Minha professora de português na oitava série tinha a tradição de pedir o mesmo trabalho para todos os alunos nas férias de julho: escrever um livro.

Como ela pedia o mesmo trabalho todos os anos não me faltou a tentação de copiar o trabalho de alguém. Eram muitos alunos, impossível ela lembrar de todos os textos, um amigo meu veio até me oferecer o que o irmão dele tinha feito… Resisti, achei melhor não arriscar.

A maioria dos livros dos alunos eram simplórios e mesmo assim a professora dava 10,0 pelo esforço.

Pelego que era, eu mesmo resolvi fazer, passei minhas férias escrevendo minha história. Gostava muito de filmes de ficção científica, era afixionado por séries e filmes com seres do espaço. Minha história se passava no futuro, numa colônia terráquea no planeta Saturno.

Minha história estava cheia de erros. Colônia de qualquer coisa em Saturno, por exemplo, é impossível. A gravidade desse planeta é tal que torna aquele lugar inabitável. Hoje eu sei disso, naquela época sequer fazia idéia.

Enfim, um mês datilografando (só quem já usou aquela Lettera 82 sabe como era chato apagar quando você errava qualquer coisinha) eu entreguei e recebi a nota.

Um 8,0. A professora alegou que minha história era boa demais para um moleque de oitava série e que provavelmente eu tinha copiado, só que ela não conseguia provar, e por via das dúvidas…

Bom, foi embaraçoso, chato, frustrante. Apesar de todos os erros científicos, de datilografia, ortografia e a falta de nexo mesmo… ela achava que a história não era minha. Meu amigo que tinha oferecido o livro do irmão me chamou de otário, o mesmo disseram os colegas da minha sala que realmente tinham copiado outros livros (e tiraram 10,0). Mas fazer o quê? É a vida!

Guardei o bendito do livro todos estes anos. Agora, devidamente digitalizado, o texto que eu supostamente copiei agora está na rede… (risos). Leiam vocês mesmos e me contem se já viram loucura parecida em algum outro lugar:

http://my.opera.com/rogeriosilva/albums/showpic.dml?album=194408&picture=2903868

Antes de sair falando mal, lembrem-se: o texto foi produzido quando eu tinha só 14 anos, tive só um mês pra escrever e naquela época (em 1993) quase ninguém tinha computador.

Até hoje tenho uns três livros a escrever na minha cabeça, mas como vocês podem ver aqui, estou longe de ser um bom escritor e é bem complicado colocar as idéias no papel. Quem já tentou um dia, sabe como é.

Mas quem sabe um dia… meu primeiro livro, de certa forma aqui no blog, já está publicado. rs

“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Filipenses 4:8)

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Num dos episódios mais ridículos da história, o Youtube ficou inacessível para milhões de usuários brasileiros por mais de 24 horas.

O que assusta é como a Justiça brasileira consegue levar as coisas a esse ponto.

Ao retirar um site importante inteiro do ar, o desembargador demonstrou que além de não ter o mínimo respeito com todas as pessoas que acessavam um site (com milhares de vídeos por causa de um só), desconhecia que mesmo a medida extrema era inócua, uma vez que o vídeo circula em outros sites e por outros meios na rede (e-mail, mensagem instantânea, p2p, outros sites, etc.)

A desculpa usada depois de que a medida judicial foi mal interpretada não colou, empresas como a Brasil Telecom e Telefonica não se exporiam a fazer tal bloqueio se o documento não dissesse exatamente isso (se bem que estes benditos textos jurídicos são escritos mesmo pra ninguém entender, mas sobre isso escrevo outro dia).

A outra decisão, a que desbloqueou o Youtube, também trás outra pérola: insiste que o Youtube deve tirar o vídeo do ar. (ainda mais agora com a repercussão do caso). O Youtube não deixa o vídeo no ar porque quer, simplesmente não consegue é impossível acompanhar o ritmo dos usuários que o “sobem” (ainda mais agora com a repercussão do caso).

O justo seria tentar localizar as pessoas que sobem os vídeos, afinal são elas é que cometem o crime, mas no caso da Cicarelli (que é sim co-autora da ação) parece que a preferência foi processar os portais para tentar uma bela indenização.

É claro que nenhuma pessoa de bem é a favor de crime na Internet. Pedofilia, racismo, calúnia, difamação, roubo de identidade, estelionato devem mesmo ser investigados e seus responsáveis punidos. O problema é quando a Justiça exagera, e o caso Cicarelli não foi o único.

Ano passado o Ministério Público paulista tentou fazer o mesmo com o Orkut porque o Google supostamente não estava cumprindo com mandatos judiciais. Quando alertados que estavam processando a empresa errada (processavam o Google Brasil quando a demanda devia ser enviada ao Google Inc.) os orgulhosos promotores insistiram em não querer encaminhar os processos de maneira correta.

Escaldados com as trapalhadas do judiciário daqui o Orkut já tomou certas providências, mas que afinal acabaram prejudicando usuários daqui. A poucos meses, por mera questão de precaução, foram apagadas do Orkut todas as comunidades que continham no nome ou na descrição continham a expressão “mp3”, não importando se tinham ou não relação com a pirataria.

Outro exemplo ocorreu essa semana, mas sem muito alarde. O piloto Rubens Barrichelo ganhou uma ação contra o Orkut querendo que fossem retiradas do ar comunidades que o ofendiam. O Google não só cumpriu a ordem como riscou todas as comunidades sobre o piloto do Orkut, inclusive as dos fãs de Rubinho.

E assim, segue a vida…

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor requer de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a benevolência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Miquéias 6:8)

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