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Archive for setembro \15\UTC 2005

Brincando com o Google Moon

Podem acusar o pessoal do Google de tudo, menos de falta de criatividade.

Pra quem gostou de brincar com o Google Earth a dica é dar uma voltinha na Lua.

O site Google Moon reúne fotos da Lua disponibilizadas pela NASA e indica os locais de pouso de todas as missões Apollo que estiveram por lá, da 11 a 17 (exceto a 13 que teve um probleminha e não pousou, pra quem não lembra… hehe).

Achou divertido? Experimenta então aproximar o máximo possível da Lua, tem uma surpresa.

Rogério

“ E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem permanece em amor, permanece em Deus, e Deus nele. ” (1 Joao 4:16)

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Ainda 11 de setembro

Quatro anos esta manhã
por Sérgio Dávila (Revista da Folha de ontem, 11/09/2005)

“Há quatro anos, às 9h da manhã, o telefone tocou no apartamento que nós alugávamos no East Village, um nome que o mercado imobiliário inventou para aumentar os aluguéis da ex-“vizinhança ruim” do Lower East Side, na verdade a esquina da rua 12 com a Terceira Avenida, em Nova York.

Era um apartamento de “um quarto e meio” e “um banheiro e meio”, segundo a terminologia toda peculiar dos corretores nova-iorquinos, querendo dizer que tinha um quarto normal e um mezanino sobre a sala (o tal “meio quarto”) e um banheiro completo e outro sem chuveiro (o tal “meio banheiro”).

No fundo da sala, uma porta “que não deveria ser aberta a não ser em emergência” mas abrimos no primeiro dia, que dava para um conjunto de quintais à “Janela Indiscreta”, com direito a esquilos e árvores. No forro, o solário comum de chão de piche e uma churrasqueira tradicional.

Por este “Eden-upon-Hudson River” pagávamos uma obscenidade, uma dor no coração a cada cheque assinado ao “landlord”, chamemos de Mr. Ali, grande apreciador das cachaças que eu trazia do Brasil e ótima fonte junto à enorme comunidade árabe de Atlantic Beach, no Brooklyn.

Era uma terça-feira, e os últimos dias tinham sido particularmente agitados. Pedro Malan, o então ministro da Fazenda de FHC, fizera a tradicional viagem de “acalmar os mercados” para Wall Street na semana anterior. Emendei a cobertura econômica com a “reunião” dos Jackson Five no Madison Square Garden.

Na segunda à noite, fui ao show-lançamento do novo CD da banda Jamiroquai, completado por um hambúrguer e uma Guiness bem tirada no bar de mais personalidade de Manhattan de então, o P.J. Clarke’s, hoje comprado por investidores, reformado e levemente “amauriciado”.

Aquela terça-feira prometia ser tranqüila. Até que tocou o telefone. “Ligue já na CNN!”, gritou a sempre assertiva e entusiasmada diretora desta Revista, então secretária-assistente de Redação da Folha. Liguei e vi a notícia de então: “um monomotor de turistas entrou por acidente” numa das torres do World Trade Center, no coração financeiro da cidade.

Em meia hora, estávamos eu e minha mulher, armados de bloquinhos e uma câmera fotográfica, a poucos blocos do acontecimento que marcou o início do século 21 de verdade. Éramos dos poucos que corriam contra a “manada”, que tentava fugir do desconhecido, entre elas a modelo Gisele Bündchen, que minha fotógrafa improvisada teve o sangue frio de descobrir no meio da multidão, parar e entrevistar.

Pouco antes das 12h, “disfarçado” de “paramédico” por conta de uma máscara cirúrgica que achei no chão e envolto por uma nuvem densa de mais de 4 m, alcancei uma das faces da Torre Sul, que acabara de ceder. O horror que vi ali só seria suplantado (ou complementado) pelo do Iraque, dois anos depois.

Hoje sei que eram dois lados da mesma moeda dourada, rodada como jogo de sorte pelos dedos do lugar-tenente do Império, naquela época e agora o despreparado George W. Bush.

Nos próximos meses, eu escreveria mais de 500 textos sobre o assunto. De certa maneira, acho que nunca mais escrevi nada que não tivesse a marca daquele dia, no Brasil, na cobertura presidencial norte-americana, na guerra, até nas críticas de cinema.

Na semana passada, dei uma palestra para interessados e bem articulados alunos de um colégio de elite de São Paulo. A maior parte da platéia era nova demais para perceber, então, a diferença entre o videogame e imagens dos aviões entrando nas torres que viram repetidas e repetidas naquele dia na televisão. Fui elogiado e chamado de “imperialista burguês”.

O Afeganistão foi invadido, o Iraque foi invadido, Bush foi reeleito, Osama bin Laden continua solto, Madri e Londres foram atacadas, a bandalheira venceu a esperança, o berço do jazz desapareceu como Atlântida. Quatro anos depois, o mundo está pior. E eu mesmo não ando me sentindo muito bem…”

Rogério

“ Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos. ” (Filipenses 4:4)

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O mais bonito crime da história
de João Moreira Salles (11/09/2003)

“Numa manhã ensolarada, um rapaz de vinte e poucos anos cometeu o crime com o qual sonhara desde os dezoito. Local: as torres do World Trade Center.

Levou mais de um ano planejando o golpe. Durante semanas registrou pacientemente o movimento do lugar onde agiria. Anotou tudo num pequeno caderno: logos de empresas estampados nas laterais dos veículos de entrega, números de telefone, horários de entrada e saída de pessoal, uniformes de trabalho. Simulando um aleijão, durante dias passou lentamente diante da porta de segurança que dava acesso à área de serviço do prédio comercial. A rotina era sempre a mesma: fingindo cansaço, parava de andar e apoiava-se nas muletas, enquanto o olho acompanhava os dedos dos funcionários que digitavam o código de abertura da porta. Decifrou a combinação: 7-7-4-3-5. Daí por diante, suas visitas clandestinas ao interior do prédio se tornaram diárias. Finalmente, depois de criar uma empresa fantasma, de forjar documentos e crachás, depois de lograr introduzir ilegalmente no edifício mais de trezentos quilos de material indispensável ao delito, o rapaz burlou pela última vez os sistemas de segurança, passou a noite escondido nas escadas de incêndio e, na manhã do dia 7 de agosto de 1974, cometeu seu crime.

Toda a cidade de Nova York foi testemunha. Wall Street parou. O trânsito parou. As pessoas que chegavam para o trabalho pararam. Mais tarde, o escritor Paul Auster diria: “É muito bom lembrar daquela manhã de 74 em que um rapaz ofereceu a Nova York um presente de beleza atordoante e indelével”.

Durante quarenta minutos, o francês Philippe Petit andou numa corda bamba estendida entre as torres gêmeas, a quatrocentos metros de altura, sem nenhum dispositivo de segurança, nem mesmo um cinto para prendê-lo ao cabo sobre o qual andou, correu, dançou e, finalmente, sobre o qual se deitou para ver o céu.

Hoje, dois anos (quatro anos) depois do desaparecimento das torres, na data que assinala nossa entrada num mundo novo, é muito bom poder falar de Petit. Sua façanha é a única capaz de deixar a alma leve quando ouvimos as palavras World Trade Center. Com seu gesto, Petit cometeu o anti-11 de setembro. Um crime lindo, cuja única conseqüência é a memória de um homem que desafiou e venceu o abismo.”

Rogério

“ Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. ” (Salmos 121:1, 2)

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Contando as publicações e sites de informática, não se falou em outra coisa neste mês. Todos são unânimes, o Google Earth é mesmo um serviço revolucionário.

Pra quem ainda não conhece, este programa do Google permite que se veja fotos aéreas e de satélite do mundo inteiro. Você focaliza um ponto e, aos poucos, as fotos vão surgindo na tela. O programa permite que você literalmente de um ponto a outro do globo terrestre com apenas um clique. Ah, e o programa é grátis.

Nem tudo porém é assim perfeito. Vamos combinar que o mundo é bem grandinho, por isso a maior parte do planeta ainda não pode ser vista em fotos de alta resolução.

É nos Estados Unidos porém que o programa pode mesmo ser chamado de revolucionário, lá o Google tratou de unir os mapas e guias com as fotos de satélite, e é possível ver inclusive modelos 3D de prédios, ver as rotas para ir de um ponto a outro e a distância.

É preciso ter conexão rápida (senão as imagens demoram MUITO pra carregar). Pra quem não quer ou não pode instalar o programa pode ver as mesmas fotos no Google Maps, mas não dá pra voar de um ponto pra outro.

No site do Google Earth o programa também podem ser encontradas as versões pagas Plus e Pro, que permitem entre outras coisas integração com GPS. Apesar de ter gente pelas bandas de cá doida pra ter um serial destas versões, estas funções extras pouco vão ajudar aqui no Brasil, pelo menos por enquanto.

Por aqui o interessante mesmo é usar o programa pra encontrar lugares interessantes e curiosos ao redor do mundo, se divertir com algumas falhas nas fotos e reencontrar os lugares conhecidos e sair por aí mostrando pra todo mundo. É muito divertido quando você vê a foto da sua própria casa, eu que o diga.

Veja só alguns exemplos de lugares interessantes que eu achei, veja no Álbum de Fotos do Google Earth.

Rogério

“ Até a vossa velhice eu sou o mesmo, e ainda até as cãs eu vos carregarei; eu vos criei, e vos levarei; sim, eu vos carregarei e vos livrarei. ” (Isaías 46:4)

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Perguntas da CPI

Da coluna de Carlos Heitor Cony na Folha de São Paulo de 30/08/2005. Parece os melhores momentos do Repórter Vesgo e do Silvio do Pânico, mas são perguntas realmente feitas pelos nobres parlamentares particpantes das CPMI’s.

Divirtam-se.

Perguntas na CPI
1) Responda francamente, sem tergiversações: onde Vossa Senhoria estava no dia 22 de fevereiro de 2002?

2) Vossa Senhoria conhece um cidadão chamado Antero Dias de Souza? Se a resposta for positiva, Vossa Senhoria manteve com ele algum tipo de relacionamento?

3) Qual o tipo de colaboração que Vossa Senhoria mantém com a Associação dos Ex-Funcionários Paraplégicos do Triângulo Mineiro? Por acaso, Vossa Senhoria sofreu algum tipo de doença, assemelhada? Quem o tratou e em que data foi curado?

4) Vossa Senhoria confirma que viajou para Belém do Pará, no vôo 3009 da Varig, em companhia de empresários interessados no desmatamento da Amazônia?

5) É verdade que Vossa Senhoria desde criança tem o hábito de palitar os dentes com um alfinete de platina que roubou da senhora sua mãe?

6) Por que Vossa Senhoria, que se diz morador na avenida João Pessoa, recebe sua correspondência particular no beco das Carmelitas Descalças?

7) Em 17 de maio de 2003, Vossa Senhoria foi vista em companhia de um paraguaio que havia entrado ilegalmente no país. São numerosos os testemunhos deste fato que Vossa Senhoria poderá explicar, jamais poderá negar.

8) Como Vossa Senhoria explica que janta todas as sextas-feiras na churrascaria Berro do Boi e que teve uma altercação, no dia 28 de maio de 2003, com um garçom por causa de uma picanha mal passada?

9) Durante as comemorações do Dia da Pátria, em setembro de 2001, Vossa Senhoria teria dito que, se pudesse, dava o fora do Brasil? O que teria levado Vossa Senhoria a semelhante demonstração de falta de patriotismo?

10) É verdade que Vossa Senhoria encerrou a conta número 045697 no Banco do Oeste de Pernambuco porque o gerente teria tido um caso com a digna consorte de Vossa Senhoria?

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult505u210.shtml

Rogério

“ Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância; ” (Tito 2:2)

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O mau uso do livre-arbítrio

Ontem, feriado, estava eu fazendo várias coisas no computador com a TV ligada do lado.

Por acaso (por acaso mesmo) sintonizei a Rede TV! e estava passando o programa que estreou esta semana apresentado por Luis Antonio Gasparetto (mais conhecido como filho da Zibia Gasparetto, a famosa autora de romances espíritas).

O programa, assim como o apresentador é tosco. Mas isso não é novidade, é o que se espera da Rede TV!. O que me chamou a atenção no entanto foi a entrevistada. Uma senhora que, sem vergonha nenhuma (até com orgulho) dizia que era uma pessoa difícil de conviver, que era insuportável.

E de fato ela não precisou se esforçar muito pra comprovar o que dizia, realmente se tratava de uma mala-sem-alça-e-sem-rodinha-elevada-ao-cubo, me senti até aliviado, tem gente que consegue ser mais chata do que eu… rs

Ela foi entregando espontaneamente suas peripécias, como o dia que proibiu o filho adolescente de fazer tatuagem, o dia em que expulsou o namorado da filha de casa (filha que é administradora de empresas formada, tem 25 anos), e quando ela mandou “praquele lugar” um grupo de rapazes que ousaram chamar ela de “tia” no metrô.

Aliás, foi o incidente do metrô que me fez mudar de canal e não continuar vendo as “aventuras” desta senhora. Os rapazes que “xingaram” ela de tia no metrô estavam reclamando dela ter saído pela plataforma errada, a de embarque, e não a de desembarque, como orienta as placas e o próprio condutor do metrô. Nisso ela soltou a pérola: “mas é um absurdo, eu tenho o meu livre-arbítrio, as duas portas abrem, por que eu tenho de sair pela plataforma que mandam? Eu saio pela que me melhor convir”. Tudo com a concordância do tosco apresentador.

Daí eu fiquei imaginando as milhares de criaturas ao redor do mundo que pensam do mesmo jeito. Já pensou se todo mundo resolve ter o mesmo livre-arbítrio no metrô? Ia ser complicado embarcar e desembarcar. E leva isto pra fora, imagina se todo mundo resolve exercer seu “livre-arbítrio” ignorando o sinal vermelho, jogando lixo na calçada, buzinando em frente a hospital, fumando em lugar fechado…

O cidadão consciente abre mão do seu livre arbítrio em nome do bem comum. Era isso o que a TV deveria ajudar a ensinar, era isso o que aquele tosco apresentador deveria ter dito, devia ter colocado aquela chata em seu devido lugar, e não encorajado e mostrá-la como bom exemplo. Mas, como sabemos, seria demais esperar coisa diferente da Rede TV!.

Abraços,

Rogério Silva

“ Ensina-me a fazer a tua vontade, pois tu és o meu Deus; guie-me o teu bom Espírito por terreno plano. ” (Salmos 143:10)

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Pra que serve um blog

Quando eu comecei a ouvir falar desta onda de blogs e afins não me imaginei nunca fazendo um.

É que blog me foi apresentado como um diário que se escreve para todo mundo ler.

Quando eu tinha 12 anos eu tive um diário, queria retratar a minha vida pra mim mesmo no futuro,mas não queria que ninguém lesse sobre minha vida. Cheguei a inventar um código pra que só eu entendesse o que estava escrito, ainda lembro do código, mas nem lembro onde deixei o caderno de recordações, e também esqueci essa história de diário, com o tempo a idéia me deu tédio, daí eu cheguei a conclusão que diário = bobagem.

Quando me apresentaram os blogs como diários, logo fiz a relação:

Se diário=bobagem e blog=diário então BLOG=BOBAGEM. E durante muito tempo acreditei nisso.

Mas quando faço algumas explorações mais difíceis tenho percebido que há blogs que realmente fazem a diferença, e que estão bem longe de serem diários, mais longe ainda de serem bobagem. E essa a intenção aqui. Não sei se vai ter alguém que vai perder tempo lendo estas “bobagens”, mas espero mesmo que quem faça isso possa tirar algum proveito do que estiver escrito aqui. Daí a idéia de um blog útil, um blog “bom-bril” com mil e uma utilidades (e até, porque não, 2002 futilidades).

Não vou escrever sobre a minha vida, não a princípio. É claro que muita coisa que acontece comigo pode vir parar aqui, mas não é a intenção compartilhar coisas pessoais com o resto do mundo. Até porque minha vida nem é tão interessante assim.

O grande problema é que nada neste blog será bobagem pra mim, mas poderá tudo ser uma grande bobagem pros outros, então peço pra você, o que eventualmente entrar aqui que tenha um pouco de paciência. Críticas e sugestões serão sempre bem-vindas, intromissões porém jamais.

E tenho dito, fiquem com Deus meus leitores,

Rogério Silva

“ Respondeu-lhe Jesus: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. ” (João 14:23)

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