Escrevi este texto em setembro de 2006, diante de notícias veículadas nestes últimos dias sobre fraudes eleitorais ocorridas em outubro de 2008 em Caxias, interior do Maranhão, resolvi republicá-lo.
Repercussão recente sobre este assunto:
http://www.tvcanal13.com.br/noticias/pf-suspeita-de-fraude-nas-eleicoes-no-maranhao-43198.asp
http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/25/e251127959.html
Comentário da Lucia Hippolito na CBN (25/11/2008):
…
Algo que me preocupa. Pouco se discute sobre os inúmeros problemas da urna eletrônica.
Geralmente quando o assunto aparece na mídia se fala das virtudes do sistema eletrônico, que de fato, existem. Fraudar uma eleição hoje em dia é mais difícil do que era antigamente, quando não existiam urnas eletrônicas. A apuração é extremamente rápida se comparado ao sistema antigo com votos de papel, afinal, é só colocar os disquetes de cada urna em um computador do Tribunal Eleitoral e os votos são apurados e totalizados.
O grande problema é o possível custo de toda essa eficiência. Embora as fraudes sejam mais difíceis, elas podem acontecer, e existe a possibilidade de mega-fraudes. Contrapondo a velocidade de apuração, há o enorme problema de eleições nada transparentes, em que não temos garantias reais de que os votos apurados são mesmo os votos digitados, não há a mínima possibilidade de questionar o resultado, se houver falha ou fraude no processo, nem sempre será possível verificar.
Fora tudo isso, há a grave ameça a um direito que é fundamental em qualquer democracia, o da garantia do voto secreto. Como o mesário precisa habilitar todo eleitor digitando o número do seu Título Eleitoral, e o eleitor votando em seguida, é possível relacionar cada eleitor a seu voto.
Veja bem, não estou dizendo que há má fé da parte do Tribunal Superior Eleitoral, nem que este órgão, ou seus funcionários, tenham a intenção de fraudar uma eleição, não estou dizendo que as eleições são sempre fraudadas, mas assusta a possibilidade de que isso possa acontecer.
Ao contrário do que muita gente pensa, a Urna Eletrônica brasileira não é a primeira, nem a única que funciona no mundo. Em muitos estados americanos e países do mundo há urnas eletrônicas com algumas melhorias em relação às brasileiras. A habilitação para o eleitor votar é feita a partir de um equipamento a parte, todos os votos são impressos e aparecem por um visor na urna, depois ele é cortado e cai numa urna de plástico, misturado, sendo impossível alguém saber quem votou em quem. Caso exista alguma dúvida basta fazer a contagem dos votos impressos e comparar com o resultado gravados nos disquetes.
Alguns destes princípios já existiam nas primeiras urnas eletrônicas usadas no Brasil em 1996, a idéia acabou abandonada na época com a alegação contenção de custos. Novos testes foram feitos, mas infelizmente parece que esta melhoria vai demorar a chegar. Enquanto isso o TSE enrola, dizendo ser um sistema muito seguro, sendo que na realidade, está longe de ser.
Pra quem quer entender mais sobre o assunto, dá uma lida nos links abaixo:
http://www.votoseguro.org
http://www.ic.unicamp.br/~tomasz/misc/rel_final_site_TSE.pdf
http://www.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=1&content=downloads&id=51
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=3622269
E claro, sobre as eleições no município de Guarulhos – SP em 2006…
“Exorta os velhos a que sejam temperantes, sérios, sóbrios, sãos na fé, no amor, e na constância;” (Tito 2:2)













Adorei o comentário da Lucia!
É estranho pessoas ainda crerem que a urna eletrônica é impassível de erros ou fraudes, e isso preocupa bastante.
E num país como o noso é fácil dizer que tudo é especulação, e o fim é pizza.
Infelizmente.
Rapaz, você leu minha mente!
Eu não consigo crer que esse processo é isento de fraudes. Pode ser, claro. Mas as pessoas têm “orcs” dentro delas. E quando o assunto é política, “o anel” corrompe qualquer um!
Oi Rogério,
Só passando para agradecer a visita e o comentário e para dizer que adicionei seu novo endereço e deixei o link antigo também.
Grande abraço e Deus abençoe!